Pesquisa em Kanagawa alerta para uso patológico de internet

Kanagawa – Uma pesquisa revelou que jovens entre 10 e 29 anos de idade na província de Kanagawa sofrem de uso patológico de redes sociais, com 6% dos entrevistados apresentando sinais de vício grave. O percentual equivale a cerca de 1,4 milhão de pessoas. Veja os sinais que possam indicar dependência de redes sociais ou de internet.
A pesquisa foi feita como parte de uma iniciativa do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar para combater o vício, e foi conduzida pelo Centro Médico e de Dependência Química de Kurihama da Organização Nacional de Hospitais. O levantamento abrangeu 9.000 pessoas selecionadas aleatoriamente entre janeiro e fevereiro do ano passado. Foram obtidas 4.650 respostas válidas, publicou o Yomiuri.
Como não há um diagnóstico médico oficial para vício em redes sociais, a pesquisa foi feita com base em avaliações existentes no exterior sobre dependência. Os pesquisadores utilizaram nove critérios para analisar as respostas dos entrevistados, levando em conta casos como "sentir-se mal quando é incapaz de usar as redes sociais" e "buscar as redes sociais para escapar de sentimentos desagradáveis".
Na pesquisa ficou demonstrado que 7,1% das pessoas do sexo masculino e 7,5% do sexo feminino usaram o YouTube, X e outras redes similares ao longo do ano passado, entre pessoas de 10 a 19 anos de idade que foram enquadradas na "suspeita de uso patológico".
Entre aqueles na faixa dos 20 anos, 4,8% dos homens e 5% das mulheres atenderam aos critérios. Ao mesmo tempo, homens e mulheres em faixas etárias mais avançadas tiveram taxas em torno de 0% a 1%.
No caso daqueles suspeitos de uso patológico de redes sociais, 27% confessaram ter usado "linguagem abusiva ou violência contra membros da família". Outros 19% relataram "serem submetidos a linguagem abusiva ou violência por membros da família".
Outro ponto revelado pela pesquisa é que 6% dos entrevistados faltaram à escola por 30 dias ou mais e 5% acabaram se isolando por seis ou mais meses consecutivos.
O levantamento avaliou também o uso patológico da internet de forma geral, incluindo jogos, envio de e-mails e verificação de sites, entre outros. Foi revelado que 14,5% daqueles entre 10 e 29 anos são suspeitos de fazerem uso patológico da rede mundial. Isso se compara aos 6,2% para a mesma faixa etária em uma pesquisa do ano fiscal de 2018 realizada pelo mesmo centro.
Um representante do Centro observou que a solidão e a ansiedade nas relações interpessoais podem estar na base da dependência das redes sociais. "À medida que o uso da internet continua a começar em idades cada vez mais precoces, escolas, famílias e comunidades precisam colaborar para orientar métodos apropriados de uso", afirmou.
Entenda como funciona
Existem alguns critérios que são usados para determinar se uma pessoa é suspeita de estar usando redes sociais de maneira viciosa. Na verdade, são perguntas feitas sobre certos pontos.
1. Controle do uso: São feitas perguntas sobre a dificuldade de reduzir ou interromper o uso mesmo quando a pessoa quer ou percebe que deveria reduzir.
2. Tempo e frequência: Verifica-se quantas horas por dia ou por semana a pessoa usa internet, redes sociais ou participa de atividades online.
3. Interferência na vida diária: Aqui a questão é se o uso começa a interferir em rotinas importantes como sono, estudos, trabalho ou outras atividades sociais.
4. Consequências negativas: Essa parte analisa se o uso tem causado efeitos negativos na saúde mental ou física (sono ruim, cansaço), nas relações familiares ou desempenho escolar/trabalho.
5. Perda de interesse em outras atividades: Uma questão é sobre a diminuição de interesse ou participação em atividades que antes eram importantes em função do uso de internet ou redes sociais.
6. Sintomas de dependência comportamental: Neste caso, o questionamento visa refletir características psicossociais de dependência, como ficar pensando frequentemente no uso quando não está online.
Foto: Canva







































