Pesquisa em Kanagawa alerta para uso patológico de internet

2026/02/20 09:44
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Kanagawa – Uma pesquisa revelou que jovens entre 10 e 29 anos de idade na província de Kanagawa sofrem de uso patológico de redes sociais, com 6% dos entrevistados apresentando sinais de vício grave. O percentual equivale a cerca de 1,4 milhão de pessoas. Veja os sinais que possam indicar dependência de redes sociais ou de internet.

A pesquisa foi feita como parte de uma iniciativa do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar para combater o vício, e foi conduzida pelo Centro Médico e de Dependência Química de Kurihama da Organização Nacional de Hospitais. O levantamento abrangeu 9.000 pessoas selecionadas aleatoriamente entre janeiro e fevereiro do ano passado. Foram obtidas 4.650 respostas válidas, publicou o Yomiuri.

Como não há um diagnóstico médico oficial para vício em redes sociais, a pesquisa foi feita com base em avaliações existentes no exterior sobre dependência. Os pesquisadores utilizaram nove critérios para analisar as respostas dos entrevistados, levando em conta casos como "sentir-se mal quando é incapaz de usar as redes sociais" e "buscar as redes sociais para escapar de sentimentos desagradáveis".

Na pesquisa ficou demonstrado que 7,1% das pessoas do sexo masculino e 7,5% do sexo feminino usaram o YouTube, X e outras redes similares ao longo do ano passado, entre pessoas de 10 a 19 anos de idade que foram enquadradas na "suspeita de uso patológico".

Entre aqueles na faixa dos 20 anos, 4,8% dos homens e 5% das mulheres atenderam aos critérios. Ao mesmo tempo, homens e mulheres em faixas etárias mais avançadas tiveram taxas em torno de 0% a 1%.

No caso daqueles suspeitos de uso patológico de redes sociais, 27% confessaram ter usado "linguagem abusiva ou violência contra membros da família". Outros 19% relataram "serem submetidos a linguagem abusiva ou violência por membros da família".

Outro ponto revelado pela pesquisa é que 6% dos entrevistados faltaram à escola por 30 dias ou mais e 5% acabaram se isolando por seis ou mais meses consecutivos.

O levantamento avaliou também o uso patológico da internet de forma geral, incluindo jogos, envio de e-mails e verificação de sites, entre outros. Foi revelado que 14,5% daqueles entre 10 e 29 anos são suspeitos de fazerem uso patológico da rede mundial. Isso se compara aos 6,2% para a mesma faixa etária em uma pesquisa do ano fiscal de 2018 realizada pelo mesmo centro.

Um representante do Centro observou que a solidão e a ansiedade nas relações interpessoais podem estar na base da dependência das redes sociais. "À medida que o uso da internet continua a começar em idades cada vez mais precoces, escolas, famílias e comunidades precisam colaborar para orientar métodos apropriados de uso", afirmou.

Entenda como funciona

Existem alguns critérios que são usados para determinar se uma pessoa é suspeita de estar usando redes sociais de maneira viciosa. Na verdade, são perguntas feitas sobre certos pontos.

1. Controle do uso: São feitas perguntas sobre a dificuldade de reduzir ou interromper o uso mesmo quando a pessoa quer ou percebe que deveria reduzir.

2. Tempo e frequência: Verifica-se quantas horas por dia ou por semana a pessoa usa internet, redes sociais ou participa de atividades online.

3. Interferência na vida diária: Aqui a questão é se o uso começa a interferir em rotinas importantes como sono, estudos, trabalho ou outras atividades sociais.

4. Consequências negativas: Essa parte analisa se o uso tem causado efeitos negativos na saúde mental ou física (sono ruim, cansaço), nas relações familiares ou desempenho escolar/trabalho.

5. Perda de interesse em outras atividades: Uma questão é sobre a diminuição de interesse ou participação em atividades que antes eram importantes em função do uso de internet ou redes sociais.

6. Sintomas de dependência comportamental: Neste caso, o questionamento visa refletir características psicossociais de dependência, como ficar pensando frequentemente no uso quando não está online.

Foto: Canva

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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