Como a IA altera o cenário do trabalho, da cultura e da tecnologia

2025/11/21 08:05
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Tóquio – O uso da Inteligência Artificial (IA) generativa é uma das grandes novidades da atualidade. Mas um misto de admiração e medo cerca essa revolução tecnológica. Tanto é que jornalistas da revista Shukan Gendai perguntaram a uma IA: “Como a inteligência artificial mudará a sociedade?”

A história humana vem sendo dividida em grandes acontecimentos, como foi a Revolução Industrial, que modificou o modo de produzir coisas. As carroças deram lugar aos carros cada vez mais velozes. Os métodos de trabalho se tornaram mais rápidos e até a internet, anos depois, precisou seguir esse ritmo acelerado.

E é nesse clima que a IA chega, uma tecnologia superando a outra em capacidade de produzir textos, roteiros, imagens e vídeos cada vez mais críveis.

Mas o que interessa é saber se a IA chegou para ajudar ou para roubar os empregos. Existem posturas positivas e negativas por parte de empresas e de profissionais da área em relação à tecnologia.

Visão positiva

Nesta perspectiva, a IA é vista como uma ferramenta poderosa que pode impulsionar produtividade, criatividade, avanços científicos e impacto social positivo.

A empresa Qualcomm destaca em artigo publicado em seu site que “a inteligência artificial (IA) tem o potencial de melhorar a produtividade, impulsionar a criatividade e aprimorar a experiência humana.” A Qualcomm considera que a IA pode “prever eventos e tendências futuras, permitindo a resolução proativa de problemas e a tomada de decisões. Isso é valioso em áreas que vão desde finanças, saúde e marketing até ciência climática e descoberta de medicamentos.”

O site Imagining the Digital Future consultou vários especialistas sobre o assunto. Eles expressaram expectativas positivas sobre o uso da tecnologia. Acreditam que os governos avançarão na regulamentação da IA, de forma flexível ou rígida, mas esperam que os líderes tecnológicos se concentrem no design de IA centrado no ser humano, em lugar do lucro.

Alguns defendem que a IA avançará para uma sociedade mais equitativa e sustentável, até atuando como treinadoras e incentivadoras, ajudando o ser humano a acessar o que cada um tem de melhor.

Principais pontos da visão otimista
• IA ajudando na saúde, na educação e no meio ambiente.
• Aumento da produtividade, novas atividades humanas e menos trabalho repetitivo.
• Possibilidade de reduzir desigualdades se houver políticas adequadas.

Visão negativa

Nesta outra linha, a IA é vista como uma força que pode causar desemprego em massa, aumento de desigualdades, perda de autonomia humana e riscos de uso malicioso.

Um artigo do Fórum Econômico Mundial alerta para o “risco global” da classe trabalhadora fragilizada pela IA. Um relatório mostra que muitos pesquisam cenários em que haverá “desemprego desenfreado” ou perda de agência humana.

A influência da IA já gerou reclamações de artistas das mais variadas áreas, já que a IA generativa pode criar trabalhos de design, vozes, fotografias, vídeos, colocando em risco os direitos autorais.

No meio deste ano, o diretor executivo da Amazon, Andy Jassy, disse que a empresa fará cortes de empregados, já que a IA vem substituindo humanos em várias funções.

O Fórum Econômico Mundial informou no início deste ano que a IA poderá eliminar 92 milhões de empregos até 2030, mas poderá também criar outros 170 milhões.

Principais pontos da visão pessimista
• Substituição de empregos, inclusive em áreas qualificadas.
• Concentração de poder em poucas empresas e aumento de desigualdades.
• Riscos existenciais ou de controle, como IA superinteligente ou sistemas que agem fora do controle humano.

Consumo de energia

Obviamente que tudo são especulações. Mas o problema principal está no consumo de energia que as IA exigem.

Na semana passada, a OpenAI, criadora do ChatGPT, divulgou que alcançará a capacidade computacional de 250 gigawatts até 2033. Para efeito comparativo, 1 gigawatt corresponde à potência de uma grande usina termelétrica ou nuclear.

O site Energy Tracker Asia também comparou, citando que um centro de dados de IA consome eletricidade suficiente para abastecer 100.000 residências.

E o leitor, o que pensa sobre o futuro da IA? Será positivo para a humanidade ou será negativo?

Foto: Banco de Imagens

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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