Golpistas usam nome da Cruz Vermelha para pedir doações após terremoto

Kumamoto – A Sociedade da Cruz Vermelha Japonesa está alertando a população sobre golpistas que usam o nome da instituição em e-mails que simulam campanhas de arrecadação de donativos para as áreas afetadas pelo terremoto de Kumamoto.
A entidade confirmou vários casos desse tipo após o tremor de magnitude 7,1 ocorrido em 28 de julho. As mensagens utilizam, sem autorização, o logotipo da Cruz Vermelha e fotografias de suas atividades, além de incluírem um botão para doações pelo aplicativo de pagamentos PayPay e dados de contas bancárias.
A Cruz Vermelha afirmou, no entanto, que não tem qualquer relação com essas mensagens, segundo a Jiji Press.
A instituição alertou que as pessoas que abrirem esses e-mails correm o risco de ser direcionadas a sites fraudulentos, ter seus dispositivos invadidos ou sofrer outros tipos de danos.
A recomendação é verificar cuidadosamente o endereço do remetente e outros detalhes da mensagem. Caso haja suspeita, o e-mail deve ser apagado sem que nenhum link seja acessado.
Esse tipo de crime não é novidade no Japão. Após o forte terremoto ocorrido na Península de Noto, no início de 2024, também foram registrados casos semelhantes de fraude, segundo a Agência de Defesa do Consumidor.
Na ocasião, golpistas tentaram obter doações usando o nome de órgãos públicos, administrações municipais, organizações de ajuda humanitária e outras instituições.
A agência ressaltou que órgãos públicos não telefonam para solicitar doações e recomenda que chamadas suspeitas sejam encerradas imediatamente. E reforçou que é necessário verificar a atuação da entidade, a finalidade da arrecadação e o nome do titular da conta antes de transferir dinheiro.
Atenção para os avisos
A Agência Nacional de Polícia emitiu aviso sobre pedidos de doações feitos em nome de órgãos públicos e entidades de apoio, com cobrança em dinheiro, moedas eletrônicas ou criptomoedas. Também alertou para visitas suspeitas, falsos serviços de reparo e outros crimes ligados ao desastre.
A Polícia da Província de Kumamoto divulgou um alerta sobre telefonemas, visitas e campanhas de arrecadação suspeitas. Entre os exemplos estão pedidos para comprar cartões de moeda eletrônica e enviá-los como doação.
Os governos de Kumamoto e da Prefeitura de Kumamoto também alertaram para pessoas que se apresentam como funcionários públicos para recolher doações. Os comunicados ressaltam que órgãos públicos não pedem donativos por telefone ou durante visitas às residências.
No dia 31 de julho, a Agência de Serviços Financeiros havia publicado um alerta específico sobre fraudes disfarçadas de campanhas de donativos. Citou falsos sites de organizações humanitárias, telefonemas em nome de órgãos públicos e pedidos de dinheiro eletrônico nas redes sociais.
Além disso, a Associação Japonesa de Bancos incluiu em sua página especial sobre o terremoto uma advertência contra fraudes bancárias disfarçadas de campanhas de donativos. A organização recomenda comparar os dados da conta com as informações divulgadas oficialmente pela instituição beneficiária.
Foto: Canva






































