Japão tem museus nacionais dedicados à arte moderna, contemporânea e ocidental

2026/09/04 11:37
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Tóquio — O Japão mantém um grupo de museus nacionais voltados às artes modernas, contemporâneas e ocidentais. Diferentemente dos museus nacionais históricos de Tóquio, Kyoto, Nara e Kyushu, apresentados na primeira matéria desta série, essas instituições concentram seus acervos principalmente na produção artística dos séculos XIX, XX e XXI.

Nesta segunda parte, entram quatro museus: o Museu Nacional de Arte Moderna de Tóquio, o Museu Nacional de Arte Moderna de Kyoto, o Museu Nacional de Arte Ocidental, também em Tóquio, e o Museu Nacional de Arte de Osaka.

Apesar de integrarem a mesma estrutura nacional, cada um tem identidade própria. Há desde um museu que permite acompanhar mais de um século da arte moderna japonesa até uma instituição dedicada exclusivamente à arte ocidental, com obras de Monet, Rodin e outros grandes nomes europeus. Em Osaka, o foco é principalmente a produção contemporânea japonesa e internacional.

Museu Nacional de Arte Moderna de Tóquio (東京国立近代美術館, Tōkyō Kokuritsu Kindai Bijutsukan)

O Museu Nacional de Arte Moderna de Tóquio foi inaugurado em 1º de dezembro de 1952 e se tornou o primeiro museu nacional de arte do Japão. Inicialmente funcionava em Kyobashi, na região central de Tóquio, antes de ser transferido para o atual endereço, próximo ao Palácio Imperial e ao Parque Kitanomaru.

O foco principal está na arte moderna e contemporânea japonesa, desde o final do século XIX até a atualidade. O acervo reúne mais de 14 mil obras, entre pinturas em estilo japonês nihonga, pinturas em técnicas ocidentais, gravuras, esculturas, fotografias, vídeos e outras formas de expressão.

Um dos grandes diferenciais é a MOMAT Collection, considerada uma das maiores exposições de acervo do gênero no país. Cerca de 200 obras são selecionadas a cada temporada, permitindo acompanhar a transformação da arte japonesa desde o período Meiji até os movimentos contemporâneos. As peças são substituídas regularmente, o que significa que a exposição muda ao longo do ano.

Entre as obras representativas do acervo está "Road Cut through a Hill", de Kishida Ryusei, classificada como Propriedade Cultural Importante do Japão. O museu também guarda trabalhos de nomes fundamentais da arte moderna japonesa e obras de artistas estrangeiros.

A programação temporária costuma incluir retrospectivas de grandes artistas japoneses e estrangeiros e exposições que relacionam arte, sociedade e períodos históricos.

Em agosto de 2026, a exposição temporária de maior destaque é "Hiroshi Sugimoto: Extinction", em cartaz até 13 de setembro. A mostra apresenta cerca de 60 fotografias em prata e gelatina realizadas por Hiroshi Sugimoto desde o final da década de 1970 até trabalhos recentes. São 13 séries distribuídas em três partes, incluindo os conhecidos conjuntos "Dioramas", "Theaters" e "Seascapes". Algumas obras inéditas também estão sendo apresentadas.

No mesmo período, de 26 de maio a 13 de setembro, está em cartaz a MOMAT Collection 2026, além de uma exposição especial dentro do acervo que marca os 120 anos do nascimento de Hasegawa Saburo.

Idiomas

O museu mantém site oficial em inglês e desenvolve programas de apreciação e intercâmbio cultural nesse idioma. Algumas publicações de exposições também são produzidas em japonês e inglês. O catálogo da atual exposição de Hiroshi Sugimoto, por exemplo, é bilíngue.

O visitante estrangeiro deve considerar, entretanto, que o volume de informações traduzidas pode variar conforme a exposição. A programação internacional e os materiais digitais são mais amplos do que em muitos museus japoneses menores.

Serviço

Endereço: 3-1 Kitanomaru Koen, Chiyoda-ku, Tokyo 102-8322.

Telefone: 050-5541-8600, pelo Hello Dial, das 9h às 20h.

Horário: das 10h às 17h. Às sextas-feiras e sábados, funciona até as 20h. A última entrada ocorre 30 minutos antes do fechamento.

Fechamento: segunda-feira. Quando a segunda-feira é feriado nacional, o museu abre e fecha no dia seguinte. Também há fechamentos durante trocas de exposições e no período de Ano-Novo.

Ingresso da coleção: o valor regular é de ¥500 para adultos e ¥250 para universitários. Os valores podem variar conforme a programação, e exposições especiais possuem preços próprios. A atual exposição de Hiroshi Sugimoto custa ¥2.300 para adultos, ¥1.200 para universitários e ¥700 para estudantes do ensino médio. Alunos até o ginásio e pessoas com deficiência acompanhadas por uma pessoa não pagam.

O ingresso também permite visitar a MOMAT Collection no mesmo dia. Reserva: a coleção regular não exige reserva prévia. Os ingressos podem ser adquiridos no museu. Para grandes exposições, também existem opções de compra antecipada ou online, dependendo da mostra.

A exposição de Hiroshi Sugimoto vende ingresso no local durante os dias de funcionamento e também possui sistema de venda online.

Site oficial: https://www.momat.go.jp/en/

Atenção antes da visita

Fotografias são permitidas em parte das galerias da coleção, desde que a obra não tenha indicação contrária a isso. Não são permitidos flash nem tripés. Nas exposições especiais, as regras podem ser diferentes.

O museu possui ainda uma biblioteca especializada em arte moderna e contemporânea, aberta gratuitamente ao público. Ela reúne livros, revistas, catálogos de exposições, publicações de fotografia e outros documentos relacionados às artes.

Também merece atenção sua localização. O museu fica próximo ao Palácio Imperial e ao Parque Kitanomaru, o que permite combinar diferentes atrações de Tóquio em uma única visita. A estação Takebashi, da linha Tozai, fica a cerca de três minutos a pé.

Museu Nacional de Arte Moderna de Kyoto (京都国立近代美術館, Kyōto Kokuritsu Kindai Bijutsukan)

É importante não confundir esta instituição com o Museu Nacional de Kyoto apresentado na primeira matéria. O Museu Nacional de Kyoto é voltado principalmente ao patrimônio cultural histórico, enquanto o Museu Nacional de Arte Moderna de Kyoto concentra-se sobretudo na produção artística do século XX e posterior.

O museu foi criado no atual endereço em 1º de março de 1963 como uma filial do Museu Nacional de Arte Moderna de Tóquio. Em 1º de junho de 1967, tornou-se uma instituição independente e passou a ser oficialmente o Museu Nacional de Arte Moderna de Kyoto.

Seu foco está na arte moderna e contemporânea japonesa e internacional, mas há atenção especial aos artistas e movimentos ligados a Kyoto e à região de Kansai. Isso inclui, por exemplo, pinturas nihonga associadas à chamada Escola de Kyoto.

O museu também possui uma característica que o diferencia de muitos outros museus de arte moderna. O artesanato tem grande peso em sua coleção. Cerâmica, tecidos, trabalhos em metal, madeira, bambu, laca e joalheria aparecem ao lado de pinturas, gravuras, esculturas e fotografias. Ao longo de sua história, a instituição tornou-se uma das referências japonesas em artesanato moderno.

A Collection Gallery apresenta seleções rotativas do acervo. Portanto, não se trata de uma exposição permanente imutável. As obras mudam conforme cada período de exposição.

Em agosto de 2026, está em cartaz a segunda exposição da Collection Gallery de 2026, realizada até 4 de outubro. Ela reúne nihonga, pinturas em estilo ocidental, gravuras, esculturas, cerâmica, tecidos, trabalhos em metal, madeira e bambu, laca, joalheria e fotografia, além de arte moderna e contemporânea europeia e norte-americana.

No mesmo período acontece a exposição especial "Antonio Fontanesi: Transcending Landscape - A European Artist at the Opening of Japan", também até 4 de outubro de 2026. A mostra aborda a trajetória do pintor italiano Antonio Fontanesi, que trabalhou no Japão no século XIX e influenciou artistas japoneses durante os primeiros anos da modernização artística do país.

A partir de 24 de outubro de 2026, a programação terá outra grande exposição, "Reflections in Jewellery: Memory and Identity", prevista até 17 de janeiro de 2027.

Idiomas

O museu possui site oficial completo em japonês e inglês e disponibiliza guias para visitantes em inglês, alemão, francês, espanhol, italiano, chinês simplificado, chinês tradicional e coreano.

Isso facilita bastante a visita de estrangeiros, embora, assim como ocorre em outras instituições, a quantidade de textos traduzidos dentro das exposições possa variar conforme a mostra.

Serviço

Endereço: 26-1 Okazaki Enshoji-cho, Sakyo-ku, Kyoto 606-8344.

Horário: das 10h às 18h, com última entrada às 17h30. Às sextas-feiras, funciona até as 20h, com entrada até as 19h30.

Fechamento: segunda-feira. Quando a segunda-feira é feriado nacional, abre e fecha na terça-feira seguinte. Há também fechamentos para troca de exposições e no período de Ano-Novo.

Ingresso da Collection Gallery: ¥430 para adultos e ¥130 para universitários. Estudantes até o ensino médio e pessoas com 65 anos ou mais não pagam. Às sextas-feiras, após as 18h, existem tarifas reduzidas para a coleção. A atual exposição de Antonio Fontanesi custa ¥2.000 para adultos e ¥1.300 para universitários. Estudantes até o ensino médio têm entrada gratuita.

O ingresso da exposição especial também permite visitar a Collection Gallery. Reserva: não há exigência geral de reserva para a Collection Gallery. Os ingressos para exposições especiais podem ser comprados antecipadamente, mas as condições mudam conforme cada mostra. Para Fontanesi, o museu comercializou ingressos antecipados até 17 de julho, antes da abertura da exposição.

Site oficial: https://www.momak.go.jp/English/

Atenção antes da visita

O museu fica em Okazaki, uma das regiões culturais mais importantes de Kyoto, perto de instituições e atrações como o santuário Heian Jingu. A área foi planejada ainda durante o período Meiji como um importante polo cultural da cidade.

Outra característica importante é a força do artesanato. Quem associa museus de arte moderna apenas a pinturas e esculturas encontrará aqui uma coleção muito mais ampla, com cerâmica, tecidos, laca, metal, madeira, bambu e joalheria.

Museu Nacional de Arte Ocidental (国立西洋美術館, Kokuritsu Seiyō Bijutsukan)

Localizado no Parque Ueno, em Tóquio, o Museu Nacional de Arte Ocidental foi criado em 1º de abril de 1959 e inaugurado ao público em 10 de junho do mesmo ano. É a única instituição nacional japonesa dedicada especificamente à arte ocidental.

Sua origem está diretamente ligada à Coleção Matsukata, formada pelo empresário japonês Matsukata Kojiro, que adquiriu milhares de obras na Europa durante as primeiras décadas do século XX. Parte da coleção permaneceu na França e acabou sob controle do governo francês depois da Segunda Guerra Mundial. Posteriormente, uma parcela das obras foi devolvida ao Japão, o que levou à criação do museu.

A coleção original incluía principalmente pinturas impressionistas e esculturas de Auguste Rodin. Com o passar das décadas, o museu continuou adquirindo obras e hoje apresenta trabalhos que percorrem a história da arte ocidental desde o Renascimento até o início do século XX.

Entre os nomes representados estão artistas fundamentais da arte europeia. O Impressionismo possui destaque especial, assim como a escultura francesa.

O museu normalmente mantém sua coleção em exposição ao longo do ano, distribuída pelo edifício principal e pela ala nova. Além disso, organiza aproximadamente três grandes exposições especiais por ano, muitas delas realizadas em colaboração com museus e coleções internacionais.

Em agosto de 2026, uma das principais exposições é "Rembrandt the Etcher: His Challenges and His Impact", em cartaz até 23 de setembro. A mostra é dedicada principalmente ao trabalho de Rembrandt como gravador e acompanha também a influência que exerceu sobre artistas europeus posteriores. O pintor produziu mais de 300 gravuras ao longo de sua carreira.

No mesmo período, também estão sendo apresentadas exposições da coleção ligadas à conservação e restauração e uma seleção de gravuras sobre mitologia, alegoria e vida nas cortes italianas entre o Renascimento e o Barroco.

O prédio também é uma obra de arte

O próprio edifício do museu é uma das principais atrações.

Ele foi projetado pelo arquiteto franco-suíço Le Corbusier e inaugurado em 1959. Em 2016, passou a integrar o Patrimônio Mundial da UNESCO como parte do conjunto internacional "The Architectural Work of Le Corbusier, an Outstanding Contribution to the Modern Movement".

Assim, é possível visitar simultaneamente um museu de arte e uma obra reconhecida mundialmente pela história da arquitetura moderna.

Idiomas

O site oficial está disponível em japonês, inglês, chinês e coreano. O museu também mantém audioguias para parte da coleção e materiais voltados para visitantes estrangeiros.

As condições dos audioguias e os idiomas disponíveis podem variar conforme a exposição.

Serviço

Endereço: 7-7 Ueno-koen, Taito-ku, Tokyo 110-0007. Telefone geral: 03-3828-5131. Hello Dial para informações: 050-5541-8600.

Horário: das 9h30 às 17h30. Às sextas-feiras e sábados, funciona até as 20h. A última entrada ocorre 30 minutos antes do fechamento.

Fechamento: segunda-feira e de 28 de dezembro a 1º de janeiro. Quando a segunda-feira é feriado nacional, abre no feriado e fecha no dia seguinte. Podem ocorrer outros fechamentos extraordinários.

Ingresso da coleção permanente: ¥500 para adultos e ¥250 para universitários. Estudantes até o ensino médio, menores de 18 anos, pessoas com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência, acompanhadas por uma pessoa, têm entrada gratuita mediante comprovação.

A atual exposição de Rembrandt custa ¥2.200 para adultos, ¥1.300 para universitários e ¥1.000 para estudantes do ensino médio. Alunos até o ginásio não pagam. O ingresso também permite visitar a coleção permanente no mesmo dia. Reserva: normalmente não é obrigatória para a coleção permanente.

O museu disponibiliza venda de ingressos online para algumas exposições especiais, inclusive a atual mostra de Rembrandt.

Site oficial: https://www.nmwa.go.jp/en/

Atenção antes da visita

Há um benefício importante para quem mora no Japão ou planeja a visita com antecedência. Como regra geral, no segundo domingo de cada mês acontece o Kawasaki Free Sunday, quando a entrada para a coleção permanente é gratuita. A coleção também tem entrada gratuita no Dia Internacional dos Museus, em 18 de maio, e no Dia da Cultura, em 3 de novembro.

Outro alerta já divulgado pelo museu diz respeito a 2027. A exposição permanente deverá permanecer fechada de 12 de janeiro a 19 de março de 2027 para trabalhos de manutenção nas instalações.

Museu Nacional de Arte de Osaka (国立国際美術館, Kokuritsu Kokusai Bijutsukan)

O nome japonês da instituição significa literalmente Museu Nacional de Arte Internacional, embora o nome oficial em inglês seja The National Museum of Art, Osaka.

O museu foi inaugurado em 1977 utilizando o antigo edifício do Expo Museum of Fine Arts, construído para a Expo 1970 de Osaka, em Suita. Em 2004, deixou o Parque Comemorativo da Expo e foi transferido para um novo prédio em Nakanoshima, região central de Osaka. A instituição completará 50 anos em 2027.

Seu foco principal está na arte contemporânea. O museu coleciona e apresenta obras japonesas e internacionais, principalmente produzidas a partir de 1945, embora o acervo inclua também peças anteriores.

Entre os artistas representados na atual exposição da coleção estão Paul Cézanne, Wassily Kandinsky, Pablo Picasso, Marcel Duchamp, Max Ernst, Alberto Giacometti, Willem de Kooning, Yayoi Kusama, Atsuko Tanaka, Cy Twombly, Joan Mitchell, Niki de Saint Phalle e diversos artistas japoneses associados à transformação da arte no pós-guerra.

O museu não mantém uma exposição permanente estática. Em vez disso, organiza sucessivas Collection Exhibitions, utilizando diferentes partes de seu grande acervo.

Em 2026, a instituição iniciou uma programação especial em preparação para os 50 anos.

A exposição "Toward the 50th Anniversary Collection 1: Self / Action" está em cartaz até 3 de novembro de 2026. Ela percorre desde uma obra de Cézanne da década de 1890, a mais antiga da coleção, até trabalhos da metade da década de 1960, examinando mudanças na identidade do artista e no próprio ato de produzir arte.

Paralelamente, a exposição especial "Aki Sasamoto's Life Laboratory" também até 3 de novembro. O ingresso dessa mostra permite visitar a exposição da coleção.

Um museu praticamente subterrâneo

A arquitetura é uma das características mais inesperadas.

O edifício atual foi inaugurado em Nakanoshima em 2004. Grande parte das galerias fica abaixo do nível do solo, enquanto a estrutura metálica visível acima da superfície funciona como um marco arquitetônico da instituição.

Isso faz com que a experiência seja bastante diferente da de museus tradicionais construídos predominantemente acima do solo.

Idiomas

O site oficial está disponível em japonês, inglês, chinês simplificado e coreano. A atual exposição da coleção disponibiliza inclusive listas de obras em japonês e inglês e versões em chinês e coreano.

O museu também possui um guia digital no aplicativo Bloomberg Connects.

Para a atual exposição comemorativa da coleção, existe audioguia por aplicativo ao preço de ¥300.

Serviço

Endereço: 4-2-55 Nakanoshima, Kita-ku, Osaka 530-0005. Horário: das 10h às 17h. Às sextas-feiras, funciona até as 20h. A última entrada ocorre 30 minutos antes do fechamento.

Fechamento: segunda-feira, período de Ano-Novo e durante trocas de exposições. Quando um feriado nacional cai na segunda-feira, o museu normalmente abre e fecha no dia seguinte. Existem exceções durante o ano, portanto o calendário deve ser consultado antes da visita.

Ingresso das exposições da coleção: ¥430 para adultos e ¥130 para universitários. Menores de 18 anos, pessoas com 65 anos ou mais e visitantes com deficiência acompanhados por uma pessoa têm entrada gratuita. Às sextas-feiras após as 17h, há desconto noturno. O ingresso passa para ¥250 para adultos e ¥70 para universitários.

A exposição especial "Aki Sasamoto's Life Laboratory" custa ¥1.800 para adultos e ¥1.200 para universitários. Menores de 18 anos não pagam. O bilhete também permite visitar a exposição da coleção.

Reserva: não existe uma exigência geral de reserva para a visita. O museu vende ingressos para as exposições e mantém sistema de compra antecipada para algumas mostras.

Site oficial: https://www.nmao.go.jp/en/

Atenção antes da visita

Em 2026 existem vários dias de entrada gratuita para a exposição da coleção. Entre os programados estão 5 de setembro, 3 de outubro e 3 de novembro. As datas podem sofrer alterações.

O museu também possui Wi-Fi gratuito, sala para crianças, espaço para amamentação, cadeiras de rodas e carrinhos de bebê disponíveis gratuitamente, de acordo com a disponibilidade.

Outro detalhe útil é que não há estacionamento próprio ou conveniado. Quem for de carro deve utilizar estacionamentos pagos da região de Nakanoshima.

Qual museu escolher?

Para quem deseja conhecer principalmente a evolução da arte japonesa desde o final do século XIX até os dias atuais, o Museu Nacional de Arte Moderna de Tóquio é o mais abrangente deste grupo.

O Museu Nacional de Arte Moderna de Kyoto é especialmente interessante para quem deseja conhecer artistas e movimentos ligados a Kyoto e Kansai, além de possuir uma forte coleção de artesanato moderno.

O Museu Nacional de Arte Ocidental é a escolha natural para quem procura pintura, gravura e escultura europeias. Ele também oferece uma oportunidade rara de visitar no Japão um edifício projetado por Le Corbusier e reconhecido pela UNESCO.

Já o Museu Nacional de Arte de Osaka é particularmente indicado para quem prefere arte contemporânea e movimentos artísticos do pós-guerra, tanto japoneses quanto internacionais. Sua arquitetura subterrânea também transforma o próprio edifício em parte da experiência.

Na terceira matéria da série, entram três instituições nacionais especializadas que fogem ainda mais do modelo tradicional de museu: o Museu Nacional de Artesanato, em Kanazawa, o Centro Nacional de Arte de Tóquio e o Arquivo Nacional de Cinema do Japão.

Foto: Reprodução

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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