Japão monitora risco de tremor maior após sismo de magnitude 7,7

Iwate – A Agência Meteorológica do Japão suspendeu todos os alertas e avisos de tsunamis após o poderoso terremoto de magnitude 7,7 na segunda-feira (20), mas pediu para as pessoas ficarem alertas para um possível megaterremoto na mesma área de Sanriku, na costa de Iwate, pelo menos dentro de uma semana.
Sempre que ocorre um tremor da magnitude como o de segunda-feira, as autoridades consideram a ocorrência de um tremor de magnitude ainda maior que o inicial. Daí o aviso para os moradores de sete províncias se manterem preparados para o pior cenário, publicou a NHK.
O alerta vale para 182 municípios em Hokkaido, Aomori, Iwate, Miyagi, Fukushima, Ibaraki e Chiba. Os residentes devem seguir as orientações da Agência até encerrar o período, às 17h da próxima segunda-feira (27). Não há recomendação de evacuação preventiva.
O preparo da população no caso é a manutenção dos kits de emergência prontos, a fixação de móveis nas casas e o estoque de alimentos, água e de banheiros portáteis.
Depois do tremor inicial, foram registrados dez outros com magnitudes 4,3 a 5,4, mas com intensidades de 1 a 3. Mesmo os tremores de nível 3 tornam difícil que as pessoas permaneçam em pé e podem derrubar móveis.
Na tarde de segunda-feira, 176 mil pessoas receberam ordem de evacuação. Foram registradas ondas de até 80 centímetros nas províncias banhadas pelo Pacífico.
Ao menos três pessoas se feriram. Uma mulher de 80 anos sofreu uma queda e fraturou um dos braços enquanto buscava refúgio em Urakawa (Hokkaido). Um homem de 80 anos quebrou uma das pernas em um estacionamento em Morioka (Iwate). E uma mulher de 20 anos na província de Aomori bateu a cabeça, segundo as autoridades.
O trem-bala Tohoku Shinkansen, que havia parado de operar entre Tóquio e Shin-Aomori, afetando 32.000 pessoas, mas voltou a circular na manhã desta terça-feira (21), segundo a operadora JR East.
A Agência divulgou um material de orientação sobre como proceder com relação aos terremotos e como preparar o kit de emergência, em português.
Foto: Reprodução/JMA






































