Ranking mostra queda da paz no mundo e coloca Brasil entre os últimos

2025/09/10 05:12
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Tóquio - O Global Peace Index (GPI), ou Índice Global da Paz, divulgado recentemente, traz a Islândia como o país mais seguro do mundo para se viver, seguido pela Irlanda e pela Nova Zelândia. O Japão vem na 12ª posição e o Brasil aparece um pouco distante, em 130º lugar.

Elaborado pelo Instituto de Economia e Paz (IEP), o GPI classifica 163 países com base em 23 indicadores nos domínios de conflitos em curso, segurança pública e militarização.

A Islândia, com suas características excepcionais, lidera pela 17ª vez consecutiva o GPI. Além da líder, Nova Zelândia, Áustria e Suíça, os países que vêm na sequência do ranking se destacam pela coesão social, segurança e neutralidade política.

O IEP revelou que hoje existem 59 conflitos armados estatais ativos, o maior número desde a Segunda Guerra Mundial. Apesar disso, a Irlanda manteve-se no 2º lugar, figurando entre os cinco países menos militarizados do mundo, reforçando sua imagem de nação estável.

No GPI deste ano de 2025, uma das conclusões do IEP é que a paz em 2025 continua declinando. Muitas das nações estão reforçando suas forças armadas diante do aumento das tensões geopolíticas, dos conflitos, do rompimento de alianças de longa data e da incerteza econômica.

Ásia

Na Ásia, os países mais pacíficos são Singapura e Japão, primeiro e segundo lugar, respectivamente. Singapura aparece em sexto no mundo.

No caso do Japão, o país é conhecido por suas taxas de criminalidade baixas, transporte público eficiente e ruas seguras mesmo tarde da noite, segundo o IEP.

O que pesa no continente asiático é a liberdade de viver e trabalhar sem a ameaça de guerras. Em muitos lugares, pode-se caminhar sozinho tarde da noite e as nações, em geral, têm relações internacionais sólidas.

Mesmo em meio a tantos conflitos no mundo, a região Ásia-Pacífico continua sendo a segunda mais segura, embora seja ofuscada pelo Sul da Ásia, que agora é a segunda região menos pacífica do mundo, em razão das tensões em Bangladesh e no Paquistão.

Outro problema na Ásia é a Coreia do Norte, que é o segundo país menos pacífico da região, além de ser também o terceiro mais militarizado do mundo, com a maior pontuação possível nos indicadores de armas nucleares, gastos militares (% do PIB) e taxa de pessoal das forças armadas.

América do Sul

Na América do Sul, o índice apontou que 11 países apresentaram melhora na paz e três registraram piora. Foi a única região a concretizar uma melhoria na paz, impulsionada por mudanças de governo na Argentina, que lidera a região, e no Peru. Já a Colômbia aparece como o país menos pacífico na região pelo quinto ano consecutivo.

A Venezuela, porém, foi o país que registrou a maior deterioração no último ano, sendo consideradas as mortes por conflitos internos, a instabilidade política em razão da eleição presidencial controversa de Nicolás Maduro em julho do ano passado, entre outros fatores.

O Brasil aparece uma posição acima da Líbia, que está em 131º lugar, e duas abaixo dos Estados Unidos, que estão em 128º. O resultado reflete os altos índices de criminalidade urbana, instabilidade institucional e episódios de violência política e social.

Base do ranking

No lado oposto do ranking, os países que despontam como menos pacíficos são Rússia e Ucrânia, que seguem em conflito desde 2022.

Na lista constam ainda Sudão, República Democrática do Congo e Iêmen, igualmente afetados por conflitos armados.

Ranking das nações mais pacíficas e seguras do mundo:
1 Islândia
2 Irlanda
3 Nova Zelândia
4 Áustria
5 Suíça
6 Singapura
7 Portugal
8 Dinamarca
9 Eslovênia
10 Finlândia
11 República Tcheca
12 Japão
13 Malásia
14 Países Baixos
14 Canadá
16 Bélgica
17 Hungria
18 Austrália
19 Croácia
20 Alemanha
130 Brasil

Ranking das nações mais pacíficas e seguras na Ásia:
1 Singapura (#6)
2 Japão (#12)
3 Malásia (#13)
4 Butão (#21)
5 Mongólia (#37)
6 Vietnã (#38)
7 Taiwan (#40)
8 Coreia do Sul (#41)
9 Timor-Leste (#44)
10 Laos (#47)

Foto:

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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