Japão quer estabilizar gasolina em 170 ienes com retorno de subsídios

Tóquio – A primeira-ministra Sanae Takaichi anunciou que o governo planeja aplicar subsídios para limitar o preço da gasolina no varejo a cerca de 170 ienes por litro em média em todo o país. Nesta semana, ela afirmou que o país liberará as reservas de petróleo diante do conflito no Oriente Médio.
Ela disse que os preços da gasolina poderiam ultrapassar 200 ienes por litro. Em partes do país, os preços estão muito próximos disso. Mas para conter este avanço, o governo considera restabelecer os subsídios à gasolina que vigoraram até o final do ano passado, com os pagamentos aplicáveis a remessas realizadas a partir de 19 de março. Medidas semelhantes serão estendidas ao diesel, ao óleo combustível pesado e ao querosene, publicaram o The Asahi e outras mídias.
Na segunda-feira (9), o preço médio nacional da gasolina comum no varejo era de 161,8 ienes por litro, alta de 3,3 ienes em relação à semana anterior, segundo dados divulgados em 11 de março pelo Oil Information Center.
Mas o plano das distribuidoras de petróleo era de elevar os preços de atacado da gasolina para os postos em média 26 ienes por litro desde a quinta-feira (12), o que influencia a subida do preço nos postos e passa de 180 ienes o litro.
Liberação de reservas de petróleo
Takaichi já havia anunciado a liberação de reservas de petróleo a partir de segunda-feira (16), diante da forte alta dos preços do petróleo bruto, devido ao conflito no Irã. A decisão veio sem esperar por uma liberação coordenada internacionalmente.
Como os navios petroleiros não conseguem passar pelo Estreito de Ormuz, Takaichi disse que as importações de petróleo bruto para o Japão deverão cair a partir do final de março.
O estoque a ser liberado dia 16 será equivalente a 15 dias de reservas do setor privado e um mês dos estoques estatais, e totalizará 80 milhões de barris, segundo o Ministério da Indústria.
Foto: Canva







































