Entenda o polêmico Imposto dos Solteiros que começou no Japão

Tóquio – A partir deste mês de abril, começa a ser cobrada a contribuição que visa arrecadar fundos para ações voltadas ao aumento da taxa de natalidade no Japão. A novidade vem sendo apelidada popularmente de Imposto dos Solteiros (独身税, Dokushinzei). Saiba do que se trata.
O chamado Imposto dos Solteiros na verdade não existe oficialmente, mas é a forma como muitos residentes passaram a se referir à cobrança. O termo correto é Kodomo Kosodate Shienkin Seido (子ども・子育て支援金制度). Em português, o nome pode ser traduzido como Sistema de Contribuição para Apoio à Infância e à Criação de Filhos.
Esta é uma contribuição obrigatória adicionada ao seguro de saúde. O valor será incluído no Seguro Social (Shakai Hoken) ou no Seguro Nacional de Saúde (Kokumin Kenko Hoken), atingindo praticamente toda a população do país.
Por que chamam de “imposto dos solteiros”? O apelido surgiu por um motivo simples: todo mundo paga, mas os benefícios diretos vão principalmente para quem tem filhos. A lógica do governo é que toda a sociedade deve ajudar, porque as crianças de hoje serão a base do sistema previdenciário no futuro.
Pessoas solteiras ou casais sem filhos contribuem financeiramente sem receber vantagens imediatas. Isso gerou a percepção de que seria uma taxa injusta, daí o nome dokushinzei. Mas o próprio governo rejeita esse termo e afirma que a política é coletiva, não direcionada a um grupo específico.
A contribuição entrou em vigor neste mês de abril (2026) e o impacto deve aparecer nos holerites a partir dos descontos realizados em maio.
O valor varia conforme a renda e o tipo de seguro de cada pessoa. As estimativas médias são de 250 ienes por mês em 2026, podendo subir para 350 ienes em 2027 e chegar a 450 ienes em 2028. Pessoas com maior renda podem pagar cerca de 1.000 ienes mensais.
O objetivo do governo é financiar o auxílio infantil, creches e serviços relacionados, apoiar gestantes e famílias com filhos, além de incentivar a licença parental e melhorar as condições gerais para a criação de crianças no Japão.
Foto: Canva







































