Pesquisa aponta mudança nos hábitos de presentear no inverno japonês

Tóquio - O fim do ano está muito próximo, trazendo com ele a temporada de presentes de inverno. Aqueles que têm dinheiro sobrando na carteira compram presentes para seus entes queridos. Mas uma pesquisa sobre o comportamento dos consumidores neste período trouxe revelações curiosas.
A pesquisa foi realizada pela One Inc., de Tóquio, envolvendo 1.000 pessoas com idades entre 15 e 69 anos em todas as províncias japonesas. As ocasiões para presentear alguém, segundo a pesquisa, incluem aniversário, namoro, casamento entre outras.
Apesar de todo o clima apelativo para as pessoas irem às compras, com as lojas e as ruas enfeitadas, o aumento dos preços mudou o velho e bom comportamento de dar presentes. Segundo a equipe da One, na atual era Reiwa há uma tendência daquele que quer dar o presente perguntar antes para a pessoa o que ela quer ganhar. Acaba a surpresa, mas é o que chamam de presentes que "mimam".
Mais presentados
A pesquisa revelou ainda alguns pontos curiosos, como o fato de que 56,6% dos entrevistados dizerem que presentearão seus pais, enquanto 47,9% vão dar algo para o cônjuge, namorado ou parceiro, e 34,4% farão alguma surpresa para seus filhos ou netos.
As faixas de preço mais comuns foram entre 3.000 e 5.000 ienes para "meus pais", "filhos/netos" e "amigos/conhecidos", e entre 5.000 e 10.000 ienes para "cônjuge/namorado(a)/parceiro(a)".
Outro ponto é que 14,6% dos entrevistados disseram que darão um presente para si mesmos. Nesse universo, 11,4% são homens e 17,8% são mulheres. Por faixa etária, 16% são adolescentes e jovens adultos na faixa dos 20 anos, 17,5% são pessoas na faixa dos 30 anos, 18,5% estão na faixa dos 40 anos, 13,5% têm cerca de 50 anos e 7,5% na faixa dos 60 anos.
Tipos de presentes
Entre os presentes mais citados estão comida e bebida, enquanto para casais foi mencionada a opção de viagens e hospedagens, o que chegou a 10,6% dos entrevistados. Já para crianças e netos, as sugestões foram bichos de pelúcia e outros itens.
A pesquisa mostrou também algumas reações curiosas por parte de quem recebeu os presentes: 26,3% disseram que verificaram o preço online do presente que ganharam, apenas para comparar o valor com aquele recebido por outra pessoa, 24,2% preferiram guardar no armário ou em outro lugar sem usar, e 23,3% confessaram que agradeceram pela lembrança, mas no fundo ficaram com vergonha.
Os presentes que felicitaram citados pelos entrevistados são: doces sofisticados de estilo ocidental, chá de ervas, caneta de alta qualidade, álbum de fotos com imagens dos filhos, mensagens escritos pelos filhos e netos, vale-presente.
Além disso, 10,1% das pessoas doaram seus presentes para familiares ou amigos porque não os usaram ou não gostaram deles, e 9% colocaram imediatamente os itens à venda em lojas de reciclagem ou aplicativos de feiras de usados, o que significa que cerca de 10% das pessoas os doaram.
Entre os presentes rejeitados estão pratos grandes, louças, canecas, óculos com nomes gravados, buquê de flores, produto com aroma, cachecol e creme para as mãos.
Resta saber se os tempos são outros quando as pessoas presenteiam seus entes queridos, se acabou a era do presente surpresa.
Para a equipe da One, os aumentos de preços e a tendência de evitar desperdiçar dinheiro, entre outros comportamentos revelados na pesquisa, parecem estar se tornando um padrão.
Foto: Banco de Imagens







































