Japão quer cobrir custo do parto para combater queda de natalidade

2026/03/19 14:10
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Tóquio – Entre tantas medidas para conter o declínio da população e aumentar a taxa de natalidade, o governo japonês agora avança para cobrir os custos dos partos. O primeiro passo nesse sentido foi dado na sexta-feira (13), quando foi aprovado em reunião governamental um sistema para cobrir integralmente os custos do procedimento por meio do seguro público de saúde.

O custo total do parto hoje não é coberto pelo seguro público. Mas em casos especiais, como cesarianas, o governo pode considerar uma emergência médica, a qual tem uma cobertura parcial, com a paciente arcando com 30% das despesas, publicou o Japan Times.

Quando o parto é normal, as mulheres seguradas recebem 500.000 ienes por filho em pagamento único. Como os custos aumentaram nos últimos anos, esse valor nem sempre é suficiente para cobrir todas as despesas.

O custo médio de parto em hospitais públicos e privados em todo o país foi de 520.000 ienes em 2024, segundo o Ministério da Saúde, representando um aumento em relação aos 430.000 ienes de dez anos antes.

Dependendo de onde a mulher mora, o custo pode ficar mais alto ou não. Em Tóquio, o valor médio foi de cerca de 648.000 ienes no ano fiscal de 2024, enquanto o menor custo foi de 404.000 ienes na província de Kumamoto.

Agora o governo quer determinar um valor padrão nacional para o parto, que será totalmente coberto pelo seguro público de saúde. A expectativa é reduzir o peso financeiro de ter filhos e, assim, ajudar a reverter a queda da natalidade.

O próximo passo é que o projeto seja debatido no Parlamento ainda este ano. O governo planeja implantar o novo sistema no ano fiscal de 2028, segundo publicaram algumas mídias.

Alteração na parte de medicamentos

Outra mudança aprovada pelo governo inclui a cobrança adicional para alguns medicamentos prescritos, com o objetivo de conter os gastos com saúde financiados por impostos.

Numa lista de 1.100 medicamentos prescritos, que tenham substâncias semelhantes às dos remédios vendidos sem receita, os pacientes deverão pagar uma taxa extra equivalente a um quarto do preço do medicamento, além do valor já cobrado conforme a cobertura do seguro. A medida não se aplicará a crianças nem a pessoas com doenças graves e de difícil tratamento.

Essa mudança deve entrar em vigor até março do próximo ano.

Foto: Canva

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