EUA e Israel iniciam Operação Fúria Épica em território iraniano

2026/03/01 08:17
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Washington/Jerusalém – O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, foi morto junto de outros líderes após uma onda de ataques realizada pelos Estados Unidos e Israel no sábado (28), de acordo com informação dada pelo presidente americano, Donald Trump. Autoridades iranianas negaram a morte do líder. A mídia local, porém, divulgou que 201 pessoas morreram e 747 ficaram feridas nos ataques.

Trump publicou nas redes sociais: "Khamenei, uma das pessoas mais perversas da História, está morto. Ele não conseguiu escapar de nossos sistemas de inteligência e rastreamento altamente sofisticados e, trabalhando em estreita colaboração com Israel, não havia nada que ele, ou os outros líderes que foram mortos junto com ele, pudessem fazer."

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse à mídia americana que o líder supremo estava a salvo, mas não apresentou provas, publicou a Kyodo News.

Uma fonte disse à Reuters que o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, não estava em Teerã e havia sido transferido para um local seguro.

Trump anunciou no sábado que as tropas americanas estavam realizando "grandes operações de combate" no Irã, sendo a primeira ação militar dos EUA contra o país do Oriente Médio desde junho de 2025.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse separadamente que seu país estava conduzindo o ataque militar em conjunto para eliminar as ameaças do regime iraniano.

Trump publicou um vídeo em sua rede social, a Truth Social: "Nosso objetivo é defender o povo americano, eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano, um grupo perverso de pessoas muito duras e terríveis. Suas atividades ameaçadoras colocam em risco direto os Estados Unidos, nossas tropas, nossas bases no exterior e nossos aliados em todo o mundo."

O nome dado aos ataques no Irã é "Operação Fúria Épica", de acordo com divulgação do Pentágono na rede social X.

A mídia local noticiou múltiplas explosões na capital Teerã e em outras regiões do país.

Trump também dirigiu uma mensagem aos iranianos: "Ao grande e orgulhoso povo do Irã, digo esta noite que a hora da sua liberdade está próxima. Por muitos anos vocês pediram a ajuda dos Estados Unidos, mas nunca a receberam. Nenhum presidente esteve disposto a fazer o que estou disposto a fazer esta noite."

O presidente americano prosseguiu: "Quando terminarmos, assumam o governo. Ele será de vocês. Esta será provavelmente a única chance de vocês por gerações."

Israel Katz, ministro da Defesa de Israel, anunciou ainda no sábado que foi declarado um estado de emergência especial em antecipação a possíveis represálias.

O Irã estava preparando uma retaliação devastadora, disse um oficial iraniano à agência Reuters.

Mídias do Catar e dos Emirados Árabes Unidos publicaram que instalações militares israelenses e americanas no Oriente Médio foram alvo de ataques com mísseis iranianos, incluindo o quartel-general da 5ª Frota da Marinha dos EUA no Bahrein.

Esmaeil Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, divulgou em rede nacional de televisão que não há justificativa para o ataque militar contra seu país e que as Nações Unidas deveriam denunciar a agressão dos Estados Unidos e de Israel.

Os Estados Unidos e o Irã retomaram as negociações em fevereiro para evitar a ameaça de um confronto militar que poderia desestabilizar a região. Porém, Israel insistiu que qualquer acordo deveria incluir o desmantelamento da infraestrutura nuclear de Teerã.

O Irã afirmou estar preparado para discutir restrições ao seu programa nuclear em troca da suspensão das sanções, mas descartou vincular a questão aos mísseis.

Teerã também afirmou que se defenderia contra qualquer ataque.

A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, instruiu os ministérios e agências governamentais competentes a tomarem todas as medidas necessárias para a segurança de cerca de 200 cidadãos japoneses que residem atualmente no Irã.

Espaço aéreo fechado

A informação divulgada nas mídias é de que os ataques ao Irã forçaram o fechamento de diversos aeroportos na região.

É o caso dos aeroportos de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, Doha, no Catar, e de Adis Abeba, na Etiópia, afetando os passageiros que embarcam nas companhias destes países, como Emirates, Qatar Airways e Ethiopian Airlines.

Veja lista de companhias aérea que suspenderam voos para a região, segundo o site Metrópole:

ITA Airways
Air France
Air India
British Airways
Iberia Express
Índigo
Japan Airlines
LOT Airlines
Lufthansa
Norwegian Air
Turkish Airlines
Virgin Atlantic
Qatar Airways
Ar Argélia
Companhias aéreas escandinavas
Wizz Air
Companhia Aérea Pegasus

Foto: Reprodução/Fox News

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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