Japão registra recorde de falências no setor de serviços em 2025

Tóquio – As falências no setor de serviços, no qual se incluem restaurantes, aumentaram 5,5% em 2025, chegando ao recorde histórico de 3.585 empresas fechadas, segundo pesquisa da Tokyo Shoko Research.
As falências corporativas no país com dívidas de pelo menos 10 milhões de ienes subiram 3,5% em relação a 2024, o maior nível em 12 anos, publicou a Jiji Press.
No total, foram registradas 10.505 falências, marcando o quarto aumento anual consecutivo, incluindo pequenas empresas.
De acordo com a pesquisa, foram registrados 442 casos de empresas que faliram por falta de trabalhadores ou devido ao aumento dos custos trabalhistas.
Setores mais afetados
A Tokyo Shoko Research informou que as falências cresceram em cinco dos dez setores analisados.
O já citado setor de serviços sofreu com a alta contínua dos custos de alimentos e de serviços públicos, e muitas empresas não conseguiram repassar os custos para os preços e enfrentaram sérias dificuldades financeiras.
Outros setores são o de agricultura, silvicultura, pesca e mineração, além do de construção civil, varejo e imobiliário, que igualmente registraram um aumento no total de falências em comparação com o ano anterior.
A pesquisa mostrou que o total de passivos das empresas falidas caiu 33,9%, para 1,56 trilhão de ienes, recuando para a faixa de 1 trilhão de ienes pela primeira vez em quatro anos. As empresas com dívidas abaixo de 100 milhões de ienes chegaram a 76,7%, incluindo pequenas e microempresas.
No mês de março, o total de falências subiu 8,3% em comparação com o ano anterior, com 924 casos, e o valor total das dívidas também subiu 16,5%, para 114,8 bilhões de ienes.
Após a conclusão da pesquisa, um representante da Tokyo Shoko Research disse que a inflação impulsionada pelo iene fraco pode pressionar o fluxo de caixa de pequenas e médias empresas com baixa rentabilidade, à medida que a situação no Oriente Médio começa a impactar os negócios. A tendência, segundo ele, é de que as falências corporativas continuem aumentando.
Foto: Canva







































