Vacinação contra sarampo no Japão vira prioridade após alta de casos

Tóquio – O Japão poderá registrar um recorde de casos de sarampo este ano. Até abril estão confirmados 236 casos, sendo que no ano passado foram anotados 265 casos em todo o período. Cerca de metade dos pacientes está na faixa dos 10 aos 29 anos de idade. A Sociedade Japonesa de Pediatria está incentivando a vacinação.
Pessoas com sarampo têm sintomas parecidos aos do resfriado dez dias após a infecção, além de febre alta e erupções cutâneas. Em casos graves, a doença pode levar a encefalite e pneumonia, publicou a Jiji Press.
O Japão foi certificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2015 como livre do vírus do sarampo, mas as infecções continuam devido a vírus trazidos do exterior.
Dados da OMS apontam que os casos de sarampo no mundo aumentaram de 60.000 em 2021 para 360.000 em 2024, especialmente nos Estados Unidos, África e Sudeste Asiático nos últimos anos.
Vacinação de crianças
Médicos no Japão estão pedindo que todas as crianças do país sejam vacinadas contra o sarampo, em meio a um rápido aumento no número de casos relatados da doença, que é altamente contagiosa, publicou a NHK. A transmissão do sarampo se dá pelo ar e, dependendo de sua gravidade, pode ser fatal.
Representantes da Sociedade Japonesa de Vacinação emitiram uma declaração na sexta-feira (17), observando que as vacinas podem prevenir infecções e o aparecimento de sintomas graves.
A recomendação é que as crianças com um ano de idade e antes de começarem o ensino fundamental recebam duas doses, obrigatoriamente. A associação afirma que pessoas que não têm certeza se foram vacinadas podem verificar sua imunidade por meio de um teste de antígeno.
Com relação às pessoas com 60 anos ou mais, a entidade diz que há uma boa chance de terem sido infectadas no passado e adquirido imunidade, portanto, a vacinação não é uma prioridade para elas.
O presidente da entidade, Takashi Nakano, disse que é importante a prevenção do sarampo antes dos feriados de primavera, quando muitas pessoas viajam.
Foto: Canva







































