Três brasileiros estão entre os 100 mais influentes em IA no mundo

Estados Unidos – A revista Time divulgou a lista das 100 pessoas mais influentes em Inteligência Artificial (IA), na qual tem três brasileiros: Cristiano Amon, presidente e CEO da Qualcomm, na lista principal, de “líderes”, ao lado Ana Helena Ulbrich, cofundadora da NoHarm, e de Mike Krieger, cofundador do Instagram e diretor da Anthropic, na lista de “inovadores”.
A revista Time divide os maiores influenciadores de IA em categorias. Além de “líderes” e “inovadores”, tem ainda a de “moldadores” e “pensadores”.
O nome de Cristiano Amon aparece ao lado ainda de grandes personalidades do setor, como Sam Altman, da OpenAI (do ChatGPT), e Jensen Huang, da Nvidia. A Qualcomm, de Amon, desenvolve chips para PCs, óculos inteligentes e outros dispositivos nos setores automotivo e industrial.
O processador Snapdragon, presente em dispositivos móveis, é encontrado em smartphones Android. Sob a liderança de Amon, a Qualcomm investiu em pesquisa e desenvolvimento de IA. Amon acredita que chips móveis de IA, que podem ser usados em uma ampla gama de setores e dispositivos, são o "motor de crescimento" da Qualcomm.
Outro nome na lista de líderes, mas do Japão, é o fundador, presidente do conselho e CEO da SoftBank, Masayoshi Son, que passou os últimos anos investindo US$ 180 bilhões em ativos da empresa em empreendimentos relacionados à IA. Entre os negócios, inclui uma participação majoritária na designer de chips Arm, assim como na start-up britânica de carros autônomos Wayve.
Son disse para os acionistas que “nasceu para concretizar” a superinteligência artificial, ou ASI, e afirmou: "Os próximos 50 anos serão um período de profunda transformação na forma como trabalhamos e no que valorizamos como felicidade. Estamos construindo um futuro em que a tecnologia avançada capacita e serve à humanidade."
Brasileiros inovadores

Ana Helena Ulbrich é cofundadora e diretora da NoHarm. Como farmacêutica, e como muitos colegas de profissão, ela analisava centenas de receitas por dia, sem conseguir identificar se o que foi prescrito poderia causar danos graves aos pacientes, seja por erro de dosagem, condições médicas subjacentes ou efeitos adversos dos medicamentos.
Então, o irmão de Ana Helena, Henrique Dias, que é cientista de dados, recomendou que a IA poderia ajudar. E ambos fundaram a NoHarm, ferramenta de IA sem fins lucrativos treinada para revisar receitas e sinalizar potenciais perigos para os pacientes.
Desde 2019, a NoHarm dobrou seu alcance, atingindo áreas remotas da Amazônia. Hoje, a ferramenta é usada por mais de 200 hospitais, clínicas e centros de saúde brasileiros para revisar 5 milhões de receitas por mês. Hospitais e centros públicos usam a ferramenta gratuitamente, enquanto hospitais privados pagam uma pequena taxa para apoiar o desenvolvimento contínuo.
Apesar do sucesso, Ana Helena diz que a NoHarm não substitui o julgamento profissional. "É essencial que um profissional de saúde tome a decisão final", afirma. "Estamos aqui para apoiar, fornecer e organizar todas as informações relevantes." O objetivo de Ana Helena é adaptar a NoHarm para outros sistemas de saúde no mundo.

Mike Krieger passou a integrar a Anthropic no ano passado, como diretor de produtos, com foco em melhorar a experiência de uso da plataforma. O grande modelo de linguagem da empresa, Claude, é um recurso que não possui memória e não cria imagens. Mas compensa em poder de fogo.
Em sua tarefa de tornar a vida dos usuários a mais produtiva possível, a Claude Code se tornou uma das favoritas do setor, a qual pode executar ações em outros softwares.
Artista
A Time também elegeu o artista japonês Ryoji Ikeda, que cria "paisagens sonoras e instalações audiovisuais abrangentes" com dados de grupos como a Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço (NASA) e o CERN, a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear. Ele aparece na lista de “Pensadores”.
Ikeda, segundo a revista americana, se beneficia de seu estudo independente de temas como astronomia e física quântica, permitindo-lhe explorar "criatividade sem limites".
Foto: Reprodução
Cristiano Amon, presidente e CEO da Qualcomm








































