Brasil reluta, mas os EUA podem classificar PCC e CV como organizações terroristas

Washington/Brasília – Os Estados Unidos avaliam classificar como organizações terroristas transnacionais as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). A possibilidade foi mencionada durante a cúpula Escudo das Américas, liderada pelo presidente Donald Trump, que reuniu líderes latino-americanos na Flórida, com exceção do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva.
Na prática, o enquadramento do PCC e do CV permitiria ampliar a cooperação internacional para investigação, bloqueio de ativos e aplicação de sanções financeiras contra as facções, publicou a Jovem Pan.
A medida só entrará em vigor após uma série de etapas formais, como a comunicação ao Congresso dos Estados Unidos e a publicação da decisão no Federal Register.
Durante a cúpula na Flórida, o governo dos EUA também firmou acordos de cooperação em segurança com seis países que fazem fronteira com o Brasil, formando uma espécie de cinturão estratégico. Segundo informações divulgadas, o tratado prevê a possibilidade de ações militares americanas nos territórios dessas nações signatárias.
O Brasil não participou do encontro. O Departamento de Estado afirmou, no entanto, que pretende continuar trabalhando em parceria com o país, mas espera avanços em medidas de segurança consideradas prioritárias pelo bloco.
Brasil tentou reverter a situação
Em maio de 2025, o governo brasileiro já havia informado a representantes dos EUA que o PCC e o CV não se enquadram como organizações terroristas.
Pela legislação nacional, as facções são classificadas como organizações criminosas voltadas ao lucro.
Segundo o site Metrópoles e o G1, no domingo (8) o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, por telefone, tentou convencer o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, a não classificar PCC e CV como organizações terroristas.
Foto: Reprodução/CTV News
Presidente dos EUA, Donald Trump






































