Japão fica fora do top 10 dos melhores bares da Ásia pela primeira vez

Macau – O Japão costuma ter bons representantes no ranking Asia’s 50 Best Bars, mas, na edição deste ano, apenas três cravaram seus nomes entre os 50 melhores, metade do número registrado no ano passado. É o pior desempenho do país desde a criação do ranking.
A cerimônia de premiação foi realizada no fim de julho, no Wynn Palace, em Macau, e contou com a presença de representantes dos três bares japoneses premiados: Virtu, Punch Room Tokyo e Bar Libre, publicou o Japan Times.
O ranking é elaborado com base nos votos de mais de 300 especialistas do setor de bebidas de diferentes regiões da Ásia, incluindo bartenders, educadores, jornalistas especializados e conhecedores de coquetéis. Não existe uma lista predeterminada de critérios técnicos. Cada integrante escolhe os bares nos quais teve as melhores experiências durante os 18 meses anteriores à votação.
Cada votante pode indicar sete bares, sendo no máximo cinco localizados em seu próprio país ou região administrativa. Os integrantes não podem votar em estabelecimentos dos quais sejam proprietários ou nos quais tenham interesses financeiros. Também não são aceitos votos em bares temporários, eventos pop-up ou participações especiais de bartenders. Para entrar no ranking, um estabelecimento precisa receber votos provenientes de mais de um país. Os bares não podem se inscrever ou solicitar a própria indicação.
A edição deste ano também é a primeira, desde 2016, em que o Japão não conseguiu colocar nenhum bar entre os dez primeiros.
O Punch Room Tokyo, que ficou na 36ª posição no ano passado, subiu neste ano para o 23º lugar. O Virtu terminou em 26º, caindo da 18ª posição, enquanto o Bar Libre avançou do 49º para o 39º lugar.
O ranking revelou ainda que o bar Benfiddich, que conquistou a nona posição no ano passado, caiu vertiginosamente para o 62º lugar, passando a integrar a lista estendida, que reúne os estabelecimentos classificados entre a 51ª e a 100ª posições.
O vencedor deste ano foi o Hope & Sesame, da cidade chinesa de Guangzhou, liderando o forte desempenho da China continental, que colocou sete bares entre os 50 melhores.
A capital da Tailândia, Bangcoc, manteve o título de capital asiática da coquetelaria, superando o desempenho do ano anterior com oito bares no ranking. Três deles ficaram entre os dez primeiros: Dry Wave Cocktail Studio, em 4º lugar; Bar Us, em 6º; e Lennon's, em 7º.
Jacarta aparece com quatro bares na lista, despontando como uma cidade em ascensão no cenário da coquetelaria. O Modernhaus, inspirado no ambiente sofisticado de uma sala de estar, ficou muito próximo do top 10, terminando na 11ª posição.
A diretora de comunidade do Asia’s 50 Best Bars, Faye Huggett, afirmou, em comunicado, que o ranking de 2026 revelou uma notável profundidade e diversidade da cena de bares da Ásia.
"É um reflexo claro de como a cultura dos coquetéis na Ásia está sendo moldada não apenas por seus centros tradicionais, mas também por uma nova geração de bares que está redefinindo o conceito de hospitalidade em toda a região", afirmou.
Mariko Kojima, jornalista especializada em bebidas e CEO da agência de comunicação Toast, afirmou que a queda do Japão no ranking reflete a diversificação do cenário asiático da coquetelaria. Restou ao Japão se contentar em liderar a lista estendida, que vai da 51ª à 100ª posição, com oito bares. Metade deles fica em Osaka, Kumamoto e Nara, segundo Kojima.
Foto: Canva






































