Clientes pagam até 4 mil ienes para evitar filas em restaurantes no Japão

Tóquio – Um serviço que vem ganhando espaço no Japão permite que clientes tenham acesso prioritário a restaurantes mediante o pagamento antecipado de uma taxa. A modalidade tem sido usada principalmente por jovens e turistas que preferem pagar para evitar o tempo de espera nas filas.
O SuiSui é um desses serviços e, até 18 de setembro, havia sido adotado por 104 estabelecimentos em 20 províncias do Japão. Segundo a operadora, ele é utilizado principalmente por restaurantes localizados em áreas centrais das cidades e em destinos turísticos onde costumam se formar filas, publicou a Jiji Press.
Para utilizar o serviço, basta que o cliente escaneie com o celular um código QR instalado do lado de fora do estabelecimento e pague antecipadamente pela prioridade na entrada. O valor varia conforme o restaurante, geralmente entre 500 e 2.000 ienes, e pode mudar de acordo com o nível de lotação.
Um dos restaurantes que adotaram o sistema é o Butayama, em Tóquio. Desde dezembro de 2023, o ramenya utiliza o SuiSui para atender clientes que querem reduzir o tempo de espera. Nos horários de almoço e jantar, a fila pode levar de 30 minutos a uma hora. Nos dias úteis, o acesso prioritário é utilizado, em média, seis vezes por dia.
O Kyoto Kamosoba Den, na cidade de Kyoto, especializado em soba, adotou o SuiSui em junho de 2024. Desde então, os turistas são os principais usuários do serviço. Nos fins de semana e feriados, o tempo de espera pode ultrapassar duas horas. Em um dos casos citados pela reportagem, um casal chegou a pagar 4.000 ienes por pessoa para ter prioridade na entrada.
Para Yutaka Suzuki, pesquisador do Distribution Economics Institute of Japan, instituto que estuda o comportamento dos consumidores, as gerações mais jovens estão recorrendo aos serviços de acesso prioritário para eliminar o tempo de espera e aproveitar melhor o que os restaurantes têm para oferecer.
Suzuki acredita que esse tipo de serviço poderá ser adotado futuramente por museus de arte e outros locais onde os visitantes costumam enfrentar longas filas.
Foto: Canva








































