Carga de iPhones falsos expõe suposta fraude tributária de ¥100 milhões

Osaka – Autoridades alfandegárias descobriram uma grande quantidade de iPhones falsos no Aeroporto Internacional de Kansai. A apreensão levou à descoberta de uma suspeita de fraude envolvendo reembolsos de cerca de 100 milhões de ienes em imposto sobre consumo, publicou o jornal The Asahi Shimbun.
O caso veio à tona no verão de 2025, quando um funcionário da alfândega percebeu algo estranho nas imagens de raios X de uma carga que seria exportada para a China.
Ao inspecionar o conteúdo de seis caixas de papelão, os agentes encontraram cerca de 200 embalagens com a inscrição “iPhone 15 Pro Max”. No entanto, em vez de componentes eletrônicos, o interior dos aparelhos continha materiais semelhantes a placas de ferro.
Os procedimentos de exportação foram suspensos pela alfândega, que comunicou o caso ao Escritório Regional de Tributação de Osaka.
No decorrer da investigação, foi descoberta uma suposta fraude no sistema de isenção do imposto sobre consumo aplicado às exportações.
Em geral, o imposto sobre consumo a ser recolhido é calculado subtraindo-se do valor recebido nas vendas o imposto pago na aquisição dos produtos. Como as vendas destinadas à exportação são isentas desse tributo, as empresas podem solicitar o reembolso do imposto pago no momento da compra das mercadorias.
O Escritório Regional de Tributação constatou que três empresas de Kobe, na província de Hyogo, haviam recebido indevidamente cerca de 100 milhões de ienes em reembolsos do imposto sobre consumo. Entre os problemas apontados estava a impossibilidade de confirmar os fornecedores das mercadorias.
As empresas receberam uma cobrança adicional de aproximadamente 110 milhões de ienes, incluindo uma multa por declaração de valor inferior ao devido, após a retificação da tributação.
Em seus registros contábeis, as empresas declararam ter comprado e exportado os iPhones. No entanto, há suspeitas de que, na realidade, tenham negociado produtos falsificados. A investigação tributária não conseguiu esclarecer a origem das falsificações.
Foto: Canva/ Imagem ilustrativa, sem relação direta com o caso







































