Onda de calor extrema bate recordes de temperatura na Europa

Paris – A Europa está enfrentando um dos verões mais extremos já registrados, marcado por uma onda de calor histórica, milhares de mortes acima do normal e incêndios florestais em vários países. Ainda não é possível afirmar que esta seja a pior estação quente da história do continente, mas cientistas já classificam a onda de calor de junho como a mais severa já registrada em parte da Europa e associam as temperaturas extremas às mudanças climáticas.
A onda de calor que marcou o fim de junho foi considerada a mais severa já registrada na região analisada pela World Weather Attribution. A organização atribuiu o fenômeno ao aquecimento global provocado pelas emissões humanas, afirmando que temperaturas como as registradas seriam "virtualmente impossíveis" para um mês de junho sem a influência das mudanças climáticas.
A Organização Meteorológica Mundial classificou a onda de calor como "extraordinária" e informou que o fenômeno quebrou numerosos recordes de temperatura, com impactos sobre a saúde da população, os ecossistemas, a agricultura, a infraestrutura e a produtividade.
O jornal The Guardian publicou que, no Reino Unido, os termômetros marcaram 37,7°C, um recorde para junho. A Alemanha registrou 41,7°C em Coschen; a Holanda chegou a 39,4°C; e a Hungria atingiu 42°C.
O número de mortos ainda é preliminar, mas os dados já indicam um impacto expressivo. A França informou mais de 2 mil mortes acima do normal em apenas uma semana. Espanha e Bélgica relataram mais de mil mortes em excesso cada uma, segundo a France Presse. Outros levantamentos indicam cerca de 3.700 mortes em excesso na França, Bélgica e Holanda durante a onda de calor entre 20 e 28 de junho.
O calor intenso e a falta de chuva têm favorecido a ocorrência de incêndios florestais. Centenas de bombeiros combateram focos que devastaram mais de 19 mil hectares de terras em Portugal, Espanha, França e Grécia, uma área mais de duas vezes maior que Manhattan.
Em Portugal, moradores estão ajudando os bombeiros nos combate aos incêndios, numa tentativa de proteger suas residências.
As temperaturas continuam elevadas e podem chegar a 40°C em partes da região. Na França, os incêndios forçaram a retirada de cerca de 10.500 pessoas de suas casas. Na Grécia, um incêndio florestal atingiu duas fábricas em Thessaloniki, no norte do país, obrigando as autoridades a retirar moradores da área e a orientar a população a manter as janelas fechadas. Espanha e Portugal também registraram incêndios de grandes proporções.
Foto: Reprodução/ANN News








































