Carreira pública perde atratividade entre jovens da Universidade de Tóquio

Tóquio – A tendência de recém-formados na Universidade de Tóquio seguirem carreira como burocratas em órgãos do governo está em queda. Pelo menos foi o que mostrou uma pesquisa feita pela instituição de ensino. Veja quais áreas os jovens estão escolhendo agora.
A Universidade de Tóquio era associada até agora à formação de grande número de burocratas de elite. Desta vez o número de graduados da instituição aprovados no exame nacional para cargos administrativos caiu, passando de 560 no ano fiscal de 2015 para 338 em 2025, noticiaram a TBS News e o News on Japan.
Agora os recém-formados estão escolhendo carreiras ligadas a consultoria ou ao setor financeiro. A pesquisa da universidade com os formandos de 2024 mostrou que eles buscaram vagas em grandes empresas, como Accenture, EY Strategy and Consulting e McKinsey & Company, além de tradings como Mitsubishi Corp. e Mitsui & Co., e instituições financeiras como o Sumitomo Mitsui Banking Corp.
Para outros, profissões de nível técnico são mais atrativas pelos bons rendimentos. Dados do Recruit Works Institute mostram que a renda média anual de taxistas subiu de cerca de 3 milhões de ienes em 2020 para aproximadamente 4,15 milhões de ienes em 2024, um aumento de 38,3%.
Outros casos são dos carpinteiros e trabalhadores da construção civil, que viram seus rendimentos crescerem de cerca de 3,74 milhões de ienes para 4,92 milhões de ienes no mesmo período, alta de 31,7%.
Os cargos administrativos e de recursos humanos tiveram crescimento salarial, mas mais modesto, passando de cerca de 4,23 milhões de ienes para 4,69 milhões de ienes, um aumento de 11%. Funções de planejamento e desenvolvimento de produtos também registraram ganhos menores, subindo de aproximadamente 5,76 milhões de ienes para 6,3 milhões de ienes, ou 9,4%.
Makiko Nakamuro, economista, disse que a relação entre progresso tecnológico e salários é tema de estudo há muito tempo. Os avanços tecnológicos nem sempre eliminam postos de trabalho, mas influenciam algumas ocupações.
Profissionais que conseguem usar a tecnologia em seu favor, complementando suas atividades com ela, podem apresentar uma maior produtividade e salários mais altos.
Nakamuro disse que quem for capaz de atuar em funções que complementam novas tecnologias tem maior probabilidade de gerar valor e garantir rendas mais altas no mercado de trabalho em transformação.
Foto: Canva






































