Carreira pública perde atratividade entre jovens da Universidade de Tóquio

2026/05/01 11:48
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Tóquio – A tendência de recém-formados na Universidade de Tóquio seguirem carreira como burocratas em órgãos do governo está em queda. Pelo menos foi o que mostrou uma pesquisa feita pela instituição de ensino. Veja quais áreas os jovens estão escolhendo agora.

A Universidade de Tóquio era associada até agora à formação de grande número de burocratas de elite. Desta vez o número de graduados da instituição aprovados no exame nacional para cargos administrativos caiu, passando de 560 no ano fiscal de 2015 para 338 em 2025, noticiaram a TBS News e o News on Japan.

Agora os recém-formados estão escolhendo carreiras ligadas a consultoria ou ao setor financeiro. A pesquisa da universidade com os formandos de 2024 mostrou que eles buscaram vagas em grandes empresas, como Accenture, EY Strategy and Consulting e McKinsey & Company, além de tradings como Mitsubishi Corp. e Mitsui & Co., e instituições financeiras como o Sumitomo Mitsui Banking Corp.

Para outros, profissões de nível técnico são mais atrativas pelos bons rendimentos. Dados do Recruit Works Institute mostram que a renda média anual de taxistas subiu de cerca de 3 milhões de ienes em 2020 para aproximadamente 4,15 milhões de ienes em 2024, um aumento de 38,3%.

Outros casos são dos carpinteiros e trabalhadores da construção civil, que viram seus rendimentos crescerem de cerca de 3,74 milhões de ienes para 4,92 milhões de ienes no mesmo período, alta de 31,7%.

Os cargos administrativos e de recursos humanos tiveram crescimento salarial, mas mais modesto, passando de cerca de 4,23 milhões de ienes para 4,69 milhões de ienes, um aumento de 11%. Funções de planejamento e desenvolvimento de produtos também registraram ganhos menores, subindo de aproximadamente 5,76 milhões de ienes para 6,3 milhões de ienes, ou 9,4%.

Makiko Nakamuro, economista, disse que a relação entre progresso tecnológico e salários é tema de estudo há muito tempo. Os avanços tecnológicos nem sempre eliminam postos de trabalho, mas influenciam algumas ocupações.

Profissionais que conseguem usar a tecnologia em seu favor, complementando suas atividades com ela, podem apresentar uma maior produtividade e salários mais altos.

Nakamuro disse que quem for capaz de atuar em funções que complementam novas tecnologias tem maior probabilidade de gerar valor e garantir rendas mais altas no mercado de trabalho em transformação.

Foto: Canva

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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