Japão descarta pedido de economia de eletricidade, diz NHK

Tóquio – O governo do Japão por enquanto descarta pedir à população que reduza o uso de eletricidade e gasolina, segundo fontes ouvidas pela rede estatal NHK. Em meio ao conflito no Irã, o país busca rotas alternativas para importar petróleo bruto, como Estados Unidos ou mesmo no Oriente Médio, mas evitando o Estreito de Ormuz.
Mais de 90% das importações de petróleo bruto do Japão são do Oriente Médio e grande parte passa pelo Estreito de Ormuz, onde o Irã vem impondo um bloqueio como resposta aos ataques promovidos pelos EUA e Israel.
Recentemente o governo decidiu liberar o estoque de petróleo estatal e privado para conter o preço da gasolina nos postos. Nos últimos dias, a gestão avaliava a possibilidade de pedir racionamento para a população.
Porém, agora o Japão estima que em maio conseguirá um volume equivalente a cerca de 60% do que o país importou no mesmo período do ano passado. O governo espera assim garantir quantia suficiente de petróleo bruto para atender a demanda até o início de 2027.
O país tem estoques equivalentes a oito meses de consumo. A primeira-ministra Sanae Takaichi disse que os esforços para importar por rotas alternativas estão avançando.
Fontes ligadas ao governo disseram que por enquanto não há previsão de pedir racionamento para a população e que o equilíbrio entre oferta e demanda no país permanece estável até o momento.
Mas membros do Partido Liberal Democrata (PLD), de Takaichi, pedem que o governo solicite à população a redução do consumo de energia e de gasolina caso a situação envolvendo o Irã se prolongue.
O governo deve estudar algumas medidas, como a campanha de economia de energia realizada todos os verões para reduzir o consumo de eletricidade.
Foto: Canva







































