Japão apoia tarifa mais cara para visitantes estrangeiros em pontos turísticos

Tóquio – As iniciativas de alguns destinos turísticos de cobrar ingresso mais caro de turistas estrangeiros em relação aos visitantes que residem no Japão agora contarão com a ajuda do governo. O ministro da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo, Yasushi Kaneko, planeja desenvolver as diretrizes dessa estratégia para enfrentar o excesso de turistas em alguns locais do país.
Apesar de a definição de preços ser de responsabilidade de cada operador dos destinos turísticos, o ministro Kaneko disse que é necessário que o governo forneça orientação, publicou a Kyodo.
O ministro comentou que é importante que os preços sejam definidos de uma forma que permita às empresas sustentar suas operações e serviços no futuro. Para isso, deverá solicitar a formação de um painel de especialistas que discuta os detalhes das diretrizes.
No ano passado, o Japão registrou mais de 40 milhões de turistas estrangeiros percorrendo os vários pontos turísticos do país. Apesar dos benefícios econômicos que essa movimentação trouxe, foram registrados problemas, incluindo a superlotação e o mau comportamento dos visitantes.
A Agência de Turismo do Japão esclareceu que as instalações turísticas usam diversos métodos para definir seus preços. Por exemplo, podem oferecer descontos para moradores locais ou permitir que crianças utilizem as instalações gratuitamente.
A cidade de Kyoto, que é outro destino turístico muito popular, deverá cobrar tarifa de ônibus público maior para turistas estrangeiros, ao mesmo tempo em que reduzirá o valor pago por moradores, a partir do ano fiscal de 2027.
O Castelo de Himeji, que fica na cidade de Himeji (Hyogo), passou a cobrar tarifa dupla desde o domingo (1). A entrada neste local, que é considerado Patrimônio Mundial, passou de 1.000 ienes para 2.500 ienes para não residentes na cidade que tenham 18 anos ou mais.
Mas o governo japonês não parece querer que essa prática se restrinja apenas a Himeji ou Kyoto. Tanto é que solicitou que museus nacionais considerem a introdução da dupla tarifação até o final de março de 2031.
Foto: Canva
Castelo de Himeji, em Hyogo







































