Brasil encerra Mundial de Atletismo em Tóquio com desempenho histórico

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Tóquio – O Brasil fez a sua melhor campanha em Campeonatos Mundiais de Atletismo, na 20ª edição da competição em Tóquio, encerrada no domingo (21). O país conquistou três medalhas: uma de ouro, com Caio Bonfim nos 20 km da marcha atlética; e duas de prata, uma com Caio Bonfim nos 35 km e outra com Alison dos Santos nos 400 m com barreiras.

O país agora soma 19 medalhas conquistadas em mundiais ao ar livre. “Este Mundial foi muito bom, estou muito feliz de termos feito a melhor campanha da história, desses 20 Campeonatos Mundiais”, destacou Wlamir Motta Campos, presidente do Conselho de Administração da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e Chefe de Equipe da seleção brasileira em Tóquio.

A delegação brasileira em Tóquio foi composta por 67 integrantes: 47 atletas (20 mulheres e 27 homens), 10 treinadores (com Gianetti Sena Bonfim e Sanderlei Parrela como treinadores-chefe), cinco integrantes da Comissão Multidisciplinar e cinco oficiais. Mais de 2.000 atletas de cerca de 200 países participaram da edição japonesa do Mundial.

No quadro de medalhas, o Brasil terminou o Mundial na 13ª posição, a partir da contagem de ouros e total de medalhas – os Estados Unidos ficaram em 1º, com 26 medalhas (16 ouros), o Quênia em 2º, com 11 medalhas (sete ouros), e o Canadá em 3º, com cinco medalhas (três ouros), em um total de 53 países que medalharam no Mundial.

Já no Placing Table (que contabiliza, em pontos, os resultados de primeiro a oitavo lugares), o Brasil ficou na 22ª posição, com 22 pontos – Estados Unidos (308 pontos), Quênia (118) e Jamaica (98) foram os três primeiros, e 74 países pontuaram em Tóquio.

Além dos medalhistas, o Brasil participou de duas finais, com atletas estreantes na disputa por medalhas em Mundiais. Izabela Rodrigues da Silva terminou a final do lançamento do disco na 9ª posição (63,22 m). E Juliana de Menis Campos recolocou o Brasil em uma final do salto com vara feminino após dez anos – na final, ela não teve saltos válidos.

“Estou muito feliz também porque a margem de crescimento do Brasil é gigante”, avaliou Wlamir Motta Campos. “Além da Juliana e da Izabela, temos, por exemplo, o Luiz Maurício (do lançamento do dardo) e vários outros atletas que irão performar. É questão de ajuste, de sintonia fina.”

Outros quatro atletas, três estreantes em Mundiais, foram semifinalistas. Nos 400 metros com barreiras, Matheus Lima e Guilherme Viana foram 10º (48.16) e 17º (49.01) do mundo, respectivamente. Guilherme ainda conquistou seu recorde pessoal na eliminatória (48.69), melhorando sua marca pela quinta vez no ano.

Nos 110 metros com barreiras, Thiago Ornelas terminou seu primeiro Mundial em 19º (13.58), e Eduardo de Deus, em sua quarta participação, foi o 21º, com 13.91.

Bom resultado no decatlo

Em Tóquio, destaque para o decatlo, com José Fernando Ferreira, o Balotelli, que finalizou a prova combinada na 13ª posição.

O decatleta, treinado por Neilton Moura, fez sua segunda participação em Mundiais e melhorou uma posição em relação a Budapeste-2023, quando foi 14º. Na capital japonesa, Balotelli somou 7.927 pontos, o melhor resultado de 2025. Entre as dez provas, fez seu recorde pessoal nos 110 metros com barreiras – 13.85 (1.1) – e seu melhor tempo do ano nos 400 metros (49.78) e nos 1.500 m (4:59.87).

No arremesso do peso feminino, Ana Caroline Silva foi 17ª do seu grupo na qualificação, com a marca de 16,40 m. No lançamento do disco masculino, Wellinton Fernandes da Cruz Filho (Pinheiros-SP) foi o 15º do grupo, com 59,16 m.

Aliança perdida

O medalhista de prata e ouro no Mundial de Tóquio, Caio Bonfim, se envolveu em uma situação inusitada. Ele havia perdido sua aliança de casamento durante a prova de 20 km de marcha atlética, no sábado (20), e a joia de grande valor simbólico foi devolvida para ele no domingo (21), no hotel onde está hospedado.

De acordo com o site The Answer, uma pessoa encontrou o anel no percurso e entregou no hotel, o qual foi repassado prontamente para Bonfim. O atleta, emocionado, colocou a aliança de volta no dedo anelar e beijou a peça.

Bonfim notou o sumiço da aliança por volta do quilômetro 3 da prova. Depois acelerou no trecho final para conquistar a medalha de ouro. Mas após toda a cerimônia, pediu aos fãs para ajudar a localizar a aliança. A informação foi espalhada no X e no dia seguinte a peça foi devolvida. Bonfim apenas repetia: “Eu confio no povo japonês”.

Veja o Brasil no Mundial em números:

Medalhas

  • Caio Bonfim – ouro nos 20 km marcha atlética
  • Caio Bonfim – prata nos 35 km marcha atlética
  • Alison dos Santos – prata nos 400 m com barreiras

Finais

  • Alison dos Santos – 400 metros com barreiras
  • Izabela Rodrigues da Silva – lançamento do disco
  • Juliana de Menis Campos – salto com vara

Semifinais

  • Matheus Lima – 400 m com barreiras
  • Guilherme Viana – 400 m com barreiras
  • Thiago Ornelas – 110 m com barreiras
  • Eduardo de Deus – 110 m com barreiras

Texto: Confederação Brasileira de Atletismo

Foto: Fernanda Paradizo/CBAt

Caio Bonfim – ouro nos 20 km na marcha atlética

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