Takaichi libera reservas de petróleo para conter alta da gasolina

Tóquio – O governo japonês começará a liberar as suas reservas de petróleo na segunda-feira (16), para conter a forte alta nos preços da gasolina e de outros derivados de petróleo, afirmou a primeira-ministra Sanae Takaichi. A preocupação é com o prolongamento do conflito no Oriente Médio.
A premiê japonesa disse na quarta-feira (11) que o país liberará reservas equivalentes a 15 dias, as quais são mantidas pelo setor privado. Em seguida, será liberado o petróleo equivalente a um mês mantido pelo governo, sem aguardar por uma decisão da Agência Internacional de Energia (AIE), conforme publicou a Kyodo e outras mídias.
O volume total deve atingir um recorde de cerca de 80 milhões de barris, segundo a NHK. Esta será a primeira vez que o país liberará suas reservas de petróleo, sem coordenação internacional, desde que o sistema de estocagem começou em 1978.
Takaichi citou que a dependência do Japão para o fornecimento de petróleo bruto do Oriente Médio é notavelmente alta em comparação com outras nações, e considera que as importações caiam significativamente no fim de março ou depois.
Diante da possibilidade de que o preço médio da gasolina nos postos de combustíveis ultrapasse os 200 ienes por litro, a primeira-ministra afirmou que pretende manter o preço em torno de 170 ienes utilizando um fundo do governo.
Em meados de janeiro, o preço do litro da gasolina estava em 154,70 ienes, mas subiu para 161,80 ienes por litro até segunda-feira (9), segundo dados do Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI).
"Vamos revisar de forma flexível as medidas de apoio para garantir alívio contínuo à população mesmo que a situação no Oriente Médio se prolongue", disse Takaichi.
O conflito no Oriente Médio iniciou em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. O Japão importa mais de 90% do petróleo daquela região, além do gás natural liquefeito. Com o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passam os navios petroleiros, a situação do país pode se complicar.
Até o final de dezembro havia 470 milhões de barris em reservas de petróleo, equivalentes a 254 dias de consumo doméstico, sendo que o equivalente a 146 dias são das reservas do governo e 101 dias do setor privado. O restante é armazenado conjuntamente com países produtores de petróleo.
A Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou na quarta-feira (11) que 32 países membros, incluindo o Japão, concordaram em coordenar a liberação de 400 milhões de barris de reservas de petróleo, a maior desse tipo na história. O petróleo será fornecido ao mercado durante um período apropriado, dependendo das circunstâncias de cada país membro, noticiou a TBS News.
Foto: Canva







































