Polícia indicia trio acusado de vender Mounjaro pelas redes sociais

2026/06/02 14:09
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Osaka – Três pessoas foram encaminhadas à Promotoria sob a acusação de venda ilegal de Mounjaro (tirzepatida), por violação da Lei de Produtos Farmacêuticos e Dispositivos Médicos. O medicamento é liberado para tratamento de diabetes do tipo 2.

Os suspeitos são uma mulher de 29 anos, que faz arubaito, um universitário de 22 anos e uma funcionária de empresa de 35 anos, publicou o MBS News.

Conforme a polícia, o trio é suspeito de armazenar e de vender ilegalmente o medicamento Mounjaro nas redes sociais, justamente por não ter autorização para comercializar medicamentos.

O Mounjaro foi aprovado para tratamento de diabetes tipo 2 pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar em 2022.

O tratamento tradicional é composto por preparações de insulina aplicadas todos os dias em pacientes com diabetes. No caso do Mounjaro, ele mantém o efeito com apenas uma aplicação semanal.

Mas o Mounjaro passou a ser procurado também para fins de emagrecimento e passou a ser associado à ideia de emagrecer com facilidade.

Como o medicamento estimula a produção de insulina, que é essencial para controlar o açúcar no sangue, o Mounjaro também atua na redução do apetite e provoca a perda de peso.

O Mounjaro é coberto pelo seguro público de saúde para tratamento de diabetes tipo 2, mas também é legal a sua prescrição para outros fins.

O diretor do Hospital Jinnouchi, Hideaki Jinnouchi, de Kumamoto, porém, disse para o Japan Times em janeiro deste ano: "Não recomendo que pessoas saudáveis o usem de forma casual".

A Agência de Produtos Farmacêuticos e Dispositivos Médicos (PMDA), que supervisiona aprovações de medicamentos e oferece apoio a pacientes que sofrem danos à saúde causados por remédios, informou em janeiro que há relatos de pessoas que tomaram o medicamento para emagrecer e apresentaram efeitos adversos, como alterações nas funções hepáticas, vômitos, vertigem e baixo nível de açúcar no sangue.

No caso do trio pego pela polícia de Osaka, a mulher de 29 anos disse em seu interrogatório que conseguiu o medicamento para emagrecer, mas que guardava os remédios para venda pelas redes sociais.

O comparsa de 22 anos disse aos policiais que tinha o medicamento que sobrou depois de ter sido receitado por um hospital, e que pretendia vendê-lo, se aparecesse alguém interessado.

A terceira suspeita, de 35 anos, contou que vendia pelas redes sociais os remédios que já haviam sido prescritos.

Segundo a polícia, os três não se conheciam, pois cada um foi identificado separadamente durante uma investigação cibernética.

A Polícia da Província de Osaka informou que esta é a primeira ação de repressão envolvendo o Mounjaro.

Foto: Reprodução/MBS News

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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