Governo do Japão amplia limite de renda tributável e deduções do Imposto de Renda

Tóquio - O governo do Japão deve aumentar o limite de renda tributável de ¥1,6 milhão para ¥1,78 milhão após um acordo entre o Partido Liberal Democrático (PLD), no poder, e o Partido Democrático para o Povo (PDPP), da oposição.
O acordo foi firmado em reunião com a presença da primeira-ministra Sanae Takaichi, líder do PLD, e do chefe do PDPP, Yuichiro Tamaki. A pauta tratou da chamada barreira de renda anual, patamar a partir do qual o imposto de renda começa a ser cobrado, segundo o jornal Yomiuri.
Atendendo a pedidos do PDPP, o governo do Japão também vai aumentar, por dois anos, as deduções destinadas a contribuintes de renda média, com o objetivo de elevar a renda líquida após o pagamento de impostos.
As alterações foram incorporadas ao plano de reforma tributária para o ano fiscal de 2026, que tem início em abril.
Para Takaichi, a medida busca criar um ciclo virtuoso no qual o aumento da renda fortalece a confiança do consumidor e impulsiona os lucros das empresas.
O que ficou decidido
Além da elevação da barreira de renda para ¥1,78 milhão, a faixa de renda elegível para a dedução básica integral será ampliada de ¥2 milhões para até ¥6,65 milhões.
O governo estima que cerca de 80% dos contribuintes serão beneficiados. A aplicação do limite de ¥6,65 milhões ficará restrita a um período de dois anos, abrangendo 2026 e 2027.
Também está prevista uma revisão da estrutura das deduções do imposto de renda ao longo de até três anos, com foco na introdução de um sistema de créditos e benefícios fiscais que combine incentivos e cortes de impostos.
Outro ponto do acordo é a eliminação do imposto sobre desempenho ambiental, uma taxa de até 3% cobrada na compra de veículos com base na eficiência de combustível.
O governo pretende manter a dedução por dependente, que reduz a carga do imposto de renda para pais com filhos em idade de ensino médio, entre 16 e 18 anos.
Foto: Canva








































