Pesquisa: 38% dos jovens japoneses confiam em informações das redes sociais

Tóquio – Uma pesquisa de opinião mostrou que, quanto mais jovens os japoneses, maior é a confiança nas informações publicadas nas redes sociais. Outro ponto levantado pelo estudo é que a confiança no conteúdo encontrado nessas plataformas está associada a uma maior adesão a determinadas opiniões consideradas extremas.
O levantamento foi realizado em nível nacional pelo jornal The Yomiuri Shimbun e pelo Instituto de Ciências Sociais Avançadas da Universidade de Waseda.
A pesquisa mostrou que praticamente uma em cada quatro pessoas confia nas informações publicadas nas redes sociais.
Os pesquisadores perguntaram até que ponto os entrevistados confiam em informações obtidas em plataformas como X e YouTube sobre política, problemas sociais e outros acontecimentos.
Ao todo, 24% dos entrevistados disseram confiar nessas informações, incluindo aqueles que responderam confiar até certo ponto. Já 74% disseram não confiar nesses conteúdos, incluindo os que afirmaram confiar muito pouco.
A pesquisa mostrou ainda que a proporção dos que confiam nas informações publicadas nas redes sociais foi maior entre os jovens, chegando a 38% entre pessoas de 18 a 39 anos. O percentual foi de 28% entre os entrevistados de 40 a 59 anos e caiu para 14% entre aqueles com 60 anos ou mais.
Outro ponto da pesquisa foi avaliar se os entrevistados concordavam ou discordavam de determinados pontos de vista, com o objetivo de mensurar até que ponto opiniões consideradas extremas sobre política e sociedade, disseminadas nas redes sociais, são aceitas pela população.
Por exemplo, 11% concordaram com a ideia de que o governo pode emitir quantos títulos públicos forem necessários para cobrir o déficit, porque as finanças públicas do Japão não entrarão em colapso.
O índice foi de 8% entre os entrevistados que desconfiam das informações das redes sociais, mas chegou a 23% entre aqueles que confiam nesses conteúdos, aproximadamente o dobro da média geral.
Outro ponto é que 12% dos entrevistados concordaram com a afirmação de que não é necessário reduzir a emissão de gases de efeito estufa, como dióxido de carbono e metano, para enfrentar o aquecimento global. A proporção chegou a 22% entre aqueles que confiam nas informações das redes sociais, também acima da média geral.
A pesquisa mostrou uma clara divisão quando os entrevistados foram questionados sobre a política diplomática do Japão em relação à China.
Os que apoiaram uma postura mais moderada, para evitar prejuízos às relações econômicas entre os dois países, somaram 49%. Outros 48% defenderam que o governo adote uma posição mais dura em relação à China, mesmo que isso prejudique os laços econômicos.
Entre os entrevistados que apoiam o governo da primeira-ministra Sanae Takaichi, 53% defenderam uma postura mais dura em relação à China, enquanto 44% preferiram uma abordagem moderada.
Já entre os que não apoiam o governo, 57% preferiram uma postura moderada e 40% defenderam uma linha mais dura.
Segundo a pesquisa, 69% das pessoas acreditam que a assistência econômica concedida pelo governo a países emergentes e em desenvolvimento atende aos interesses nacionais do Japão, percentual muito superior aos 27% que disseram não pensar dessa forma.
A proporção dos entrevistados que consideram que esse tipo de assistência atende aos interesses nacionais foi maior entre as gerações mais velhas. O índice chegou a 74% entre pessoas com 60 anos ou mais, ficou em 68% entre aquelas de 40 a 59 anos e em 58% entre os entrevistados de 18 a 39 anos.
Foto: Canva








































