Japão quer garantir abrigos de emergência para toda a população até 2030

2026/09/11 11:00
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Tóquio – No ano fiscal de 2027, que começará em abril, o governo do Japão fará um levantamento para avaliar as condições dos abrigos de emergência existentes nos municípios, além de pesquisar instalações semelhantes em outros países. O objetivo é acelerar a preparação de locais capazes de proteger a população contra ataques externos envolvendo mísseis, publicou o jornal Yomiuri.

O governo levará em conta exemplos de países como Israel, que enfrenta frequentes ataques, e avaliará a implantação de abrigos preparados também para ameaças nucleares.

A Secretaria de Gabinete incluiu cerca de ¥220 milhões para despesas relacionadas no pedido preliminar de orçamento para o ano fiscal de 2027. Desse total, ¥120 milhões serão destinados a pesquisas e estudos envolvendo governos locais e outras entidades.

Até abril de 2025, o Japão tinha 61.142 instalações designadas como abrigos de emergência que, em conjunto, teriam capacidade para acomodar toda a população do país. No entanto, esses locais estão distribuídos de forma desigual entre os municípios.

Por isso, em março, o governo estabeleceu uma política básica para garantir, até 2030, que cada município tenha abrigos suficientes para receber todos os seus moradores.

O plano inclui transformar instalações subterrâneas já existentes, como estações de metrô, galerias comerciais privadas e estacionamentos, em abrigos temporários.

Atualmente, cerca de 90% dos abrigos de emergência do país estão localizados em instalações públicas, como escolas e edifícios governamentais. Do total, apenas 4.233 são subterrâneos e oferecem maior resistência a possíveis danos. Juntos, eles têm capacidade para abrigar apenas cerca de 5% da população japonesa.

Se a quantidade de instalações subterrâneas já é insuficiente nas áreas urbanas, a disponibilidade de abrigos é ainda menor nas regiões rurais.

O governo japonês também deverá analisar os padrões adotados em outros países, como a Suíça, para definir os tipos de instalações mais adequados, incluindo abrigos capazes de oferecer proteção em caso de ataques nucleares.

Foto: Canva

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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