Japão quer garantir abrigos de emergência para toda a população até 2030

Tóquio – No ano fiscal de 2027, que começará em abril, o governo do Japão fará um levantamento para avaliar as condições dos abrigos de emergência existentes nos municípios, além de pesquisar instalações semelhantes em outros países. O objetivo é acelerar a preparação de locais capazes de proteger a população contra ataques externos envolvendo mísseis, publicou o jornal Yomiuri.
O governo levará em conta exemplos de países como Israel, que enfrenta frequentes ataques, e avaliará a implantação de abrigos preparados também para ameaças nucleares.
A Secretaria de Gabinete incluiu cerca de ¥220 milhões para despesas relacionadas no pedido preliminar de orçamento para o ano fiscal de 2027. Desse total, ¥120 milhões serão destinados a pesquisas e estudos envolvendo governos locais e outras entidades.
Até abril de 2025, o Japão tinha 61.142 instalações designadas como abrigos de emergência que, em conjunto, teriam capacidade para acomodar toda a população do país. No entanto, esses locais estão distribuídos de forma desigual entre os municípios.
Por isso, em março, o governo estabeleceu uma política básica para garantir, até 2030, que cada município tenha abrigos suficientes para receber todos os seus moradores.
O plano inclui transformar instalações subterrâneas já existentes, como estações de metrô, galerias comerciais privadas e estacionamentos, em abrigos temporários.
Atualmente, cerca de 90% dos abrigos de emergência do país estão localizados em instalações públicas, como escolas e edifícios governamentais. Do total, apenas 4.233 são subterrâneos e oferecem maior resistência a possíveis danos. Juntos, eles têm capacidade para abrigar apenas cerca de 5% da população japonesa.
Se a quantidade de instalações subterrâneas já é insuficiente nas áreas urbanas, a disponibilidade de abrigos é ainda menor nas regiões rurais.
O governo japonês também deverá analisar os padrões adotados em outros países, como a Suíça, para definir os tipos de instalações mais adequados, incluindo abrigos capazes de oferecer proteção em caso de ataques nucleares.
Foto: Canva








































