Japão bate recorde de falências por falta de mão de obra em 2025

Tóquio – Relatório da Tokyo Shoko Research revela que um recorde histórico de 397 empresas fecharam em 2025 por não conseguirem garantir trabalhadores suficientes. O dado evidencia a gravidade da escassez de mão de obra no Japão.
De acordo com o levantamento, as pequenas e médias empresas foram as mais afetadas, enfrentando dificuldades com a rotatividade de funcionários e o aumento dos custos salariais, noticiou o Japan Daily.
A Tokyo Shoko Research publicou em seu site que o recorde de falências por falta de trabalhadores ocorre pelo quarto ano consecutivo, representando um aumento de 35,9% em relação ao ano anterior.
Entre os casos registrados, houve 110 pedidos de demissão, alta de 54,9%, além de uma disparada dos custos trabalhistas, com um total de 152 casos, ou aumento de 43,3%.
Embora as autoridades venham incentivando as empresas a conceder aumentos salariais todos os anos, as pequenas e médias não conseguem absorver esse custo e sofrem com a fuga de talentos.
Conforme o levantamento, as falências por falta de mão de obra foram dominadas por pequenas e microempresas com capital social inferior a 10 milhões de ienes, que representaram 63,2% do total, ou 251 casos.
Mais de 70% dos fechamentos ocorreram nos setores de serviços e construção. Analistas alertam que a situação pode se tornar ainda mais desafiadora em 2026, à medida que a população japonesa continua a envelhecer.
Especificamente, os setores mais afetados foram o de serviços e outros, com 151 casos, aumento de 71,5% em relação ao ano anterior, o de construção civil, com 93 casos, alta de 22,3%, e o de transporte, com 60 ocorrências, registrando queda de 14,2%.
Com base nos dados de 2025, a equipe da Tokyo Shoko Research teme que neste ano haja novo aumento nas falências, especialmente entre empresas pressionadas pela necessidade de conceder reajustes salariais, o que impacta diretamente a gestão dos negócios.
Aspecto geral
No geral, as falências de empresas no Japão chegaram a 10.261 no ano passado, passando pela primeira vez de 10.000 desde 2013, segundo o Teikoku Databank.
O aumento foi de 3,6% em relação a 2024, sendo o quarto anual consecutivo. Além da falta de mão de obra, muitas empresas faliram por aumento dos preços das matérias-primas e até dificuldades de encontrar sucessores.
Apesar do aumento no número de falências, a dívida total caiu quase 30% como reflexo do número de pequenas empresas fechando.
Foto: Canva







































