Falências de empresas no Japão ultrapassam mil casos pelo segundo mês

Tóquio - O número de falências de empresas no Japão chegou a 1.028 em julho, um aumento de 6,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Foi o segundo mês consecutivo em que o total ultrapassou 1.000 casos, de acordo com a Tokyo Shoko Research.
As dívidas das empresas que entraram com pedido de falência aumentaram 41,4%, totalizando ¥ 236,3 bilhões, com grande parte desse valor relacionada à Zentoshin, empresa sediada em Osaka e fornecedora de sistemas para transações com cartões de crédito, publicou a Kyodo.
A Zentoshin atendia principalmente restaurantes e outros estabelecimentos comerciais, oferecendo um sistema para o recebimento rápido dos valores referentes às vendas realizadas com cartões de crédito.
A empresa pediu falência em julho, com uma dívida acumulada de ¥ 115,16 bilhões, tornando-se, até agora, a maior falência registrada no país neste ano.
Entre os motivos para o fechamento das empresas, 63 casos foram atribuídos à falta de trabalhadores, dos quais 36 estavam relacionados ao aumento dos custos com pessoal.
Um representante da Teikoku Databank explicou que os aumentos salariais são importantes para garantir a permanência dos trabalhadores, mas as empresas enfrentam dificuldades no fluxo de caixa quando elevam os salários além de suas possibilidades, sem conseguir gerar lucros suficientes.
Outro fator apontado para as falências foi a alta dos preços, responsável por 93 casos, o maior número desde 2022, diante do enfraquecimento do iene, que elevou os custos de materiais e matérias-primas.
O número de falências aumentou em relação ao ano anterior em sete dos dez setores pesquisados, incluindo construção, varejo e transporte.
No setor de informação e comunicação, as falências aumentaram 62,5%, incluindo empresas de desenvolvimento de software afetadas pelo avanço da inteligência artificial. Já o setor de serviços registrou o maior número de falências, com 342 casos.
As pequenas empresas com dívidas inferiores a ¥ 100 milhões representaram quase 80% do total de falências.
Foto: Canva







































