Objetofilia: conheça pessoas que se casaram com objetos e monumentos

França – Recentemente, uma mulher chamada Sandra Rahm, de 44 anos, ganhou notoriedade na internet ao divulgar seu relacionamento com um bonde. Sandra sofre de uma condição chamada objetofilia e ela própria diz ter uma ligação afetiva com objetos.
Residindo em Estrasburgo, Sandra diz estar tendo um relacionamento com um bonde da rede de transportes desta cidade, o qual é identificado pelo número 3013. O bonde continua em circulação. Mas em entrevista à imprensa, ela diz ter atração por trens e bondes desde a adolescência, e seu caso com o bonde 3013 iniciou em 2020.
Em 2024, ela realizou uma cerimônia simbólica de casamento com o bonde. O evento teve fotos, mas não tem qualquer valor legal.
O fato curioso é que Sandra mantém um relacionamento com um homem e, simultaneamente, mantém seu caso com o bonde. Ela rejeita a ideia de loucura e garante que há uma ligação real.
O que é objetofilia?
O caso de Sandra se encaixa no fenômeno conhecido como objetofilia, que envolve vínculos emocionais ou românticos entre humanos e objetos inanimados. É algo raro, pouco estudado, mas real o suficiente para aparecer em pesquisas e relatos clínicos.
O caso de Sandra se junta a outros relatos semelhantes. Um outro famoso é o da norte-americana Erika LaBrie, que casou-se com a Torre Eiffel, em Paris, na França, em 2007. Apesar de também não ser um casamento legalizado, ela mudou seu sobrenome e passou a se chamar Erika Eiffel.
Antes da Torre Eiffel, Erika relatou que teve conexões com outros objetos, como um arco de competição e o Muro de Berlim. Consta que ela fundou uma comunidade com pessoas com esse tipo de atração.
Conheça outros casos
Existem vários casos documentados ou amplamente divulgados de pessoas que afirmam ter relações afetivas com objetos. Alguns foram registrados em entrevistas e estudos, e outros ficaram conhecidos pela mídia. Veja alguns exemplos:
Eija-Riitta Berliner-Mauer – Suécia
Objeto: Muro de Berlim (Alemanha)
Talvez o caso mais conhecido. Ela afirmou ter se casado com o Muro de Berlim em 1979 e adotou o nome que faz referência ao monumento. Mesmo após a queda do muro, disse que manteve sua ligação emocional com os fragmentos restantes. Nunca reconheceu outros relacionamentos.
Amy Wolfe – Estados Unidos
Objeto: Montanha-russa 1001 Nacht (Pensilvânia)
Ela afirmou ter se casado simbolicamente com a atração de um parque de diversões. Disse sentir atração física e emocional pela montanha-russa e relatou visitas frequentes. Não há confirmação clara recente sobre a continuidade do relacionamento, mas o caso foi bastante documentado nos anos 2000.
Jodie Rose – Austrália
Objeto: Pontes (especialmente uma na França)
A artista afirma ter desenvolvido uma relação emocional com pontes. Realizou uma cerimônia simbólica com uma ponte em 2013. Diferente de outros casos, ela trata isso também como parte de um projeto artístico, o que gera debate sobre o quanto é relação afetiva literal ou expressão criativa.
Nathaniel – Estados Unidos
Objeto: carro (Volkswagen Beetle, chamado Chase)
Ficou conhecido após aparecer em um programa de TV. Disse estar em um relacionamento íntimo com o carro e demonstrava forte apego emocional. Posteriormente, relatos indicam que ele teria buscado ajuda e se afastado desse tipo de relação.
Foto: Reprodução/Trending American
Erika Eiffel ficou famosa ao se “casar” com a Torre Eiffel, na França







































