Empresa de Shiga lança fogos de artifício com material biodegradável

Shiga – Os tradicionais espetáculos de fogos de artifício, conhecidos como hanabi, agora poderão contar com uma alternativa mais sustentável: invólucros solúveis em água, capazes de se dissolver naturalmente após o uso. A novidade pode reduzir a quantidade de resíduos deixados no solo depois dos festivais.
O material foi desenvolvido em parceria pela Kakinoki Fireworks Industry Co., fabricante sediada na província de Shiga e presidida por Hiroyuki Kakinoki, e pelo professor Takahiko Nakaoki, da Universidade Ryukoku.
Cada esfera de fogos de artifício é composta por camadas de pólvora envolvidas por um invólucro externo, que se rompe durante a explosão e cai no solo.
Os invólucros convencionais são geralmente feitos de papel kraft e levam cerca de seis meses para se decompor. Já os novos modelos desenvolvidos pela fabricante e pelo professor incorporam uma resina solúvel em água e podem se dissolver em apenas um dia, dependendo das condições.
A resina utilizada é normalmente aplicada em sementes agrícolas e em produtos destinados à melhoria do solo. O material é biodegradável e considerado inofensivo, mesmo que seja ingerido por organismos vivos, sem causar impactos negativos ao meio ambiente.
Quando exposto à umidade, o invólucro amolece e adquire uma consistência semelhante à de um caramelo aquecido. Em locais com água corrente, como rios, ele pode se dissolver quase completamente no período de um dia.
No Japão, muitos festivais de fogos de artifício são realizados sobre grandes rios, lagos ou no mar, o que aumenta a preocupação com os resíduos deixados após as apresentações.
A Kakinoki Fireworks trabalha há cerca de 25 anos no desenvolvimento de alternativas mais sustentáveis para os fogos de artifício, incluindo iniciativas destinadas a reduzir os resíduos.
A empresa chegou a tentar produzir invólucros com outro tipo de resina biodegradável, mas abandonou o projeto após constatar problemas como a geração de microplásticos.
A parceria com Nakaoki, especialista em ciência de polímeros, começou em 2018 e resultou no desenvolvimento do novo invólucro.
"Dos 20 mil fogos de artifício que planejamos produzir neste ano, quero que 10 mil sejam ecológicos", afirmou Kakinoki.
Foto: Canva






































