Crise de mão de obra no Japão atingirá setor de tecnologia e robótica

Tóquio – Estimativa do governo mostra que o Japão sofrerá um déficit de 3,39 milhões de trabalhadores em setores relacionados à Inteligência Artificial (IA) e à robótica em 14 anos. Os dados constam do relatório "Estimativa das mudanças na demanda por mão de obra acompanhando as mudanças estruturais industriais e sociais até 2040", do Ministério da Economia, Comércio e Indústria, à medida que a IA e os robôs se tornam cada vez mais presentes no setor produtivo, sofrendo ao mesmo tempo com a falta de pessoal especializado para dar suporte.
Segundo o Ministério, as províncias que conseguirão atender a demanda por profissionais dessas áreas serão Tóquio, Chiba, Saitama e Kanagawa. Entre as profissões estão a de engenheiros que desenvolvem sistemas de IA e de robótica, segundo o Yomiuri.
O plano do governo é formar conselhos em dez pontos em todo o país para formar trabalhadores nas regiões e assim reduzir a diferença entre oferta e demanda de trabalho.
As estimativas governamentais incluem três categorias de mão de obra: trabalhadores especializados, administrativos e operacionais.
Em dados mais precisos, o Japão sofrerá com um déficit de 1,81 milhão de trabalhadores especializados, quase 10% dos 18,67 milhões necessários em 2040. A demanda por profissionais especializados nas áreas de IA e robótica será de 7,82 milhões, mas apenas 57%, ou 4,43 milhões, dessa demanda deverá ser atendida.
Ao mesmo tempo, fábricas, canteiros de obras e setores de serviços também sofrerão um déficit total de 2,6 milhões de trabalhadores, o equivalente a 8% dos 32,83 milhões necessários.
Como consequência, sobrarão trabalhadores administrativos, com a oferta superando a demanda de 10,39 milhões em 4,37 milhões.
Em oito regiões do Japão, tirando Tóquio e as outras três províncias vizinhas, faltará trabalhadores especializados e operacionais, sobrando os administrativos. O restante da região de Kanto apresentará a escassez mais grave, com um déficit de 890 mil trabalhadores. A região de Chugoku, por outro lado, terá a menor escassez, com um déficit de 30 mil.
A escassez de trabalhadores em funções operacionais será mais forte em Tóquio e nas três províncias vizinhas. Os excedentes ocorrerão principalmente entre trabalhadores administrativos, para os quais haverá falta de 1,93 milhão de postos de trabalho.
Estima-se que 1,07 milhão de pessoas que se formam em cursos gerais do ensino médio ou em áreas de humanas em universidades e programas de pós-graduação terão dificuldades para encontrar emprego.
Os conselhos que o governo planeja montar serão compostos por gente de escritórios regionais de trabalho, de economia, comércio e indústria, além de governos locais, organizações empresariais regionais e universidades.
O objetivo é formular planos de desenvolvimento de recursos humanos para promover a cooperação entre empresas, governo e meio acadêmico. As conversas nesse sentido deverão iniciar por Hokkaido neste mês de fevereiro.







































