Japão poderá intervir em postos contra preços abusivos da gasolina

Tóquio – O governo japonês informou que intervirá contra postos de combustíveis que cobrarem valores abusivos dos consumidores.
Para garantir que o subsídio à gasolina tenha reflexo nos preços ao consumidor, o governo intensificará a frequência de pesquisas de preços com os postos, segundo carta entregue à Zensekiren, associação de empresas do setor petrolífero, publicou a Bloomberg.
Os postos que não justificarem os preços elevados que estiverem cobrando serão inspecionados pelo governo e, se necessário, serão notificados a vender gasolina a preços justos.
Um representante da Zensekiren disse que os preços no varejo devem ser definidos pelos donos de postos em razão da preocupação com monopólios.
Desde fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra o Irã, o mercado global de petróleo se desestabilizou, levando o preço da gasolina no Japão a um recorde no mês passado.
País tem petróleo suficiente
A primeira-ministra Sanae Takaichi disse que o país garantiu fornecimento de petróleo suficiente para atender a sua demanda até o início de 2027.
Takaichi afirmou que isso é resultado dos esforços para aumentar as importações de petróleo dos Estados Unidos, assim como de fornecedores do Oriente Médio, que não precise ser transportado pelo Estreito de Ormuz, hoje bloqueado pelo Irã, publicou a Jiji Press.
A premiê acrescentou que em maio o Japão aumentará em quatro vezes as importações de petróleo dos EUA em comparação com o mesmo período do ano anterior.
Mas Takaichi frisou que o governo seguirá negociando com os países produtores para ampliar as importações que não passem pelo Estreito.
Enquanto isso, Takaichi afirmou que o governo pode usar fundos de reserva previstos no orçamento fiscal de 2026, recentemente aprovado, para estender os subsídios à gasolina, se necessário.
Foto: Canva






































