Shizuoka: como se comunicar durante um desastre quando telefone e internet falham

2026/09/24 16:01
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Shizuoka - Depois de um grande terremoto, tufão ou outro desastre, uma das primeiras reações é tentar ligar para familiares. O problema é que milhares de pessoas podem fazer a mesma coisa ao mesmo tempo.

Nessas situações, as redes telefônicas podem ficar congestionadas e chamadas comuns podem não completar. Também podem ocorrer falta de energia, danos à infraestrutura e interrupções no acesso à internet.

Por isso, a pessoa não deve depender de um único meio de comunicação. O ideal é combinar antecipadamente como a família vai confirmar que está segura, onde vai se encontrar e quais alternativas serão usadas se celular, telefone ou internet não funcionarem.

Telefone congestionado não é a mesma coisa que telefone destruído

Em grandes desastres, o aumento repentino das chamadas pode provocar congestionamento da rede. A NTT West informa que esse problema pode continuar desde o dia do desastre até os dias seguintes.

Além disso, chamadas comuns podem ser limitadas para preservar comunicações importantes relacionadas à resposta ao desastre. A própria Prefeitura de Hamamatsu alerta que os telefones podem ficar muito difíceis de usar nessas situações.

Isso significa que insistir em fazer várias chamadas sucessivas para cada integrante da família pode ser pouco eficiente e ainda aumentar o congestionamento.

Uma alternativa é deixar uma mensagem que possa ser consultada pelos demais.

Conheça o 171, o serviço de mensagens de voz para desastres

O Japão dispõe do serviço:

serviço de mensagens de voz para desastres — 災害用伝言ダイヤル — saigai-yō dengon daiyaru

O número é 171.

Trata-se de um sistema operado pela NTT East e NTT West para registrar e ouvir mensagens de voz durante grandes desastres. Ele pode ser disponibilizado quando o volume de chamadas para a área atingida aumenta e as ligações ficam difíceis.

Não é necessário fazer cadastro antecipadamente.

Para gravar uma mensagem sem senha:

  1. Ligue para 171.
  2. Digite 1 para gravar.
  3. Siga as instruções do sistema e informe o número de telefone que a família combinou previamente.
  4. Grave uma mensagem curta informando sua situação.

Para ouvir:

  1. Ligue para 171.
  2. Digite 2 para reprodução.
  3. Informe o mesmo número de telefone usado como referência.
  4. Ouça as mensagens registradas.

O número utilizado como referência deve ser digitado incluindo o código de área quando for um telefone fixo. Também é possível usar, conforme as condições definidas durante a ativação do serviço, números de celular e outros tipos de telefone.

Cada mensagem pode ter até 30 segundos. A quantidade de mensagens que pode ser armazenada e o período de conservação podem variar de acordo com a situação do desastre.

Há uma dificuldade importante para brasileiros: a orientação por voz do 171 é oferecida em japonês. A NTT West mantém instruções em inglês na internet, mas não oferece o áudio do serviço em outros idiomas.

Por isso, vale aprender a sequência antes de precisar utilizá-la.

É possível treinar o uso do 171 antes de um desastre

A NTT West disponibiliza períodos específicos para experimentar o sistema.

Atualmente, o treinamento pode ser feito:

• nos dias 1 e 15 de cada mês, durante todo o dia;
• de 1º a 3 de janeiro;
• durante a Semana de Prevenção de Desastres, de 30 de agosto a 5 de setembro;
• durante a Semana de Prevenção de Desastres e Voluntariado, de 15 a 21 de janeiro.

As condições podem ser alteradas se ocorrer um desastre real.

Uma boa preparação familiar é aproveitar um desses períodos para testar o sistema e decidir qual número todos usarão como referência.

Informações oficiais sobre o 171 na NTT West

E o web171?

Existe também:

quadro de mensagens para desastres — 災害用伝言板 — saigai-yō dengonban

Conhecido como web171, o sistema permite registrar e consultar mensagens pela internet utilizando um número de telefone como referência.

Ele é útil quando as ligações estão congestionadas, mas ainda existe conexão com a internet.

Isso precisa ficar claro: o web171 não resolve uma situação em que a conexão de dados também esteja completamente indisponível.

Se o celular não consegue completar uma chamada, mas ainda acessa a rede de dados, o web171 pode ser uma alternativa. Se telefone e internet estiverem ambos fora do ar, será necessário recorrer a outros meios.

Acessar o web171

Um telefone público pode ser uma alternativa

Os telefones públicos continuam tendo importância em grandes desastres.

Considere usar telefones públicos quando os telefones comuns estiverem difíceis de utilizar.

A NTT West informa que determinados telefones públicos podem continuar permitindo chamadas durante falta de energia, embora existam diferenças conforme o tipo de aparelho. Em modelos digitais verdes ou cinza, por exemplo, ligações com moedas podem continuar disponíveis enquanto houver funcionamento da bateria. Cartões telefônicos não funcionam durante o apagão. Telefones analógicos verdes também permitem chamadas nessas condições.

Por isso, conhecer antecipadamente a localização de telefones públicos próximos de casa, do trabalho ou da escola dos filhos pode ser útil.

Abrigos também podem receber telefones para uso em desastres

Outro sistema importante é:

telefone público para uso durante desastres — 災害時用公衆電話 — saigaiji-yō kōshū denwa

A NTT West instala previamente linhas em determinados abrigos e outras instalações, em coordenação com municípios. Quando o local é aberto durante um desastre, a administração da instalação pode conectar o aparelho e disponibilizá-lo gratuitamente às pessoas afetadas.

Esses telefones não ficam necessariamente disponíveis no cotidiano. Eles são destinados à situação de desastre.

Também não existe garantia de que toda instalação de evacuação tenha um aparelho disponível ou que a linha funcione se a própria infraestrutura de telecomunicações tiver sido danificada.

Portanto, esse recurso deve ser considerado uma alternativa, não o único plano de comunicação da família.

Quando a internet cair, procure informação por outros canais

A necessidade durante um desastre não é apenas falar com familiares. Também é preciso receber informações oficiais sobre riscos e evacuação.

Hamamatsu, por exemplo, utiliza diversos canais para transmitir informações de emergência, entre eles o sistema municipal de comunicação de emergência — 防災行政無線 — bōsai gyōsei musen, televisão, rádio, alertas para celulares, e-mail, LINE e o site municipal.

Se a internet não estiver funcionando, ganham importância os canais que não dependem de aplicativos.

Um deles é:

sistema municipal de comunicação de emergência — 防災行政無線 — bōsai gyōsei musen

Em Hamamatsu, alto-falantes instalados ao ar livre transmitem informações emergenciais. Há equipamentos, entre outros locais, em regiões sujeitas a tsunami, enchentes e deslizamentos e em escolas que funcionam como locais de evacuação.

A cidade também utiliza televisão e rádio como meios de divulgação de informações durante emergências.

Um rádio portátil que funcione com pilhas pode, portanto, continuar sendo útil mesmo quando o celular perde a conexão ou a residência fica sem eletricidade.

Não dependa apenas dos alto-falantes

O sistema de alto-falantes é importante, mas também não deve ser o único meio de receber informação.

Vento forte, chuva intensa, distância, construções e ruído ao redor podem dificultar a compreensão das mensagens.

Quando houver conexão, Hamamatsu permite verificar pela internet o conteúdo das transmissões do sistema municipal. A página foi atualizada pela cidade em maio de 2026.

Se não houver internet, procure confirmar informações por rádio, televisão, abrigo ou orientação das autoridades locais.

Alertas no celular também podem chegar sem você abrir um aplicativo

Hamamatsu utiliza mensagens emergenciais enviadas por operadoras para celulares compatíveis que estejam dentro da área determinada.

mensagem de alerta de emergência — 緊急速報メール — kinkyū sokuhō mēru

Entre as operadoras citadas pela prefeitura estão NTT Docomo, KDDI, SoftBank e Rakuten Mobile.

Esse sistema não exige que o morador esteja consultando o site da prefeitura naquele momento.

Mas o aparelho precisa estar funcionando e conectado a uma rede compatível. Portanto, ele também não substitui rádio, comunicação presencial ou outros meios quando há uma interrupção severa das telecomunicações.

Combine antes um ponto de encontro

Nenhuma tecnologia substitui um plano feito antecipadamente.

A recomendação é que a família defina previamente a divisão de responsabilidades, o local onde todos deverão se encontrar e o método de comunicação que será utilizado. Também é recomendável manter anotado um número de contato de emergência.

Isso é especialmente importante porque o desastre pode ocorrer durante o dia.

Uma pessoa pode estar trabalhando, outra na escola, outra em casa e outra em outra cidade.

A família pode combinar, por exemplo:

• qual número será usado no 171;
• quem será o contato da família fora da região;
• qual será o primeiro ponto de encontro;
• qual será o ponto alternativo;
• o que fazer se for impossível voltar para casa;
• onde procurar informações sobre cada integrante.

Os números importantes devem estar também no papel. Um celular sem bateria não permite consultar a agenda de contatos.

Um contato fora da área atingida pode ajudar

Outra estratégia indicada pela Prefeitura de Hamamatsu é escolher um parente ou conhecido que more distante da área afetada para funcionar como contato intermediário.

Em vez de todos tentarem ligar uns para os outros, cada integrante procura informar sua situação para a mesma pessoa.

Assim, alguém que consegue completar uma chamada pode deixar informações para os demais.

Esse contato deve saber antecipadamente que terá essa função.

A mensagem deve ser curta e objetiva

Se conseguir deixar uma mensagem no 171 ou falar com o contato familiar, transmita primeiro o essencial.

Um modelo simples seria:

“Estou bem. Estou no abrigo da escola X. Não vou voltar para casa hoje. Vou tentar nova comunicação às 18h.”

Priorize:

• quem está falando;
• se está seguro;
• onde está;
• para onde pretende ir;
• quando tentará fazer novo contato.

Evite ocupar a linha com informações que podem esperar.

110 e 119 não são números para confirmar se a família está bem

Durante um grande desastre, os serviços de emergência também ficam sob forte pressão.

Os números de emergência devem ser reservados para situações que realmente exigem atendimento policial, bombeiros ou ambulância.

110 é o número da polícia.

119 é utilizado para bombeiros e emergência médica.

Não utilize esses números apenas porque não consegue falar com um familiar.

Para confirmar segurança e localização, priorize o plano familiar, o 171 e os outros meios disponíveis.

Prepare-se também para ficar sem bateria

Mesmo quando as redes continuam funcionando, o aparelho pode deixar de funcionar por falta de energia.

Antes de um desastre:

• mantenha o celular carregado;
• tenha bateria portátil carregada;
• mantenha cabos adequados no kit de emergência;
• considere um rádio portátil a pilhas;
• tenha pilhas reservas;
• guarde números importantes por escrito;
• conheça telefones públicos próximos;
• combine o uso do 171 com sua família;
• defina pontos de encontro.

Verifique também se o telefone fixo de sua residência funciona durante falta de energia. A NTT West alerta que isso depende do equipamento utilizado e recomenda conferir previamente o manual do aparelho.

Se tudo falhar, a comunicação passa a ser local

Em uma interrupção severa, pode não haver telefone, internet ou sinal celular disponível.

Nesse cenário, a prioridade é a própria segurança.

Não atravesse uma área perigosa apenas para procurar sinal ou tentar encontrar alguém.

Procure um local seguro e acompanhe as informações que ainda estiverem disponíveis, como rádio, televisão, sistema municipal de alto-falantes e orientações transmitidas no local de evacuação.

Os abrigos e as estruturas municipais também fazem parte da rede de comunicação durante emergências. O plano de prevenção de Hamamatsu prevê comunicação por rádio entre a central municipal de resposta, abrigos, instalações públicas e órgãos relacionados.

Isso significa que, mesmo quando o smartphone deixa de ser uma fonte de informação, a resposta pública não depende exclusivamente da rede de celular.

O melhor plano é ter várias alternativas

Celular, internet, 171, telefone público, rádio, sistema municipal de emergência e contato familiar não competem entre si.

Eles formam camadas de segurança.

Em um desastre, um sistema pode funcionar enquanto outro não.

A preparação mais útil é definir antecipadamente:

  1. como sua família tentará se comunicar primeiro;
  2. qual será a segunda alternativa;
  3. qual número será usado no 171;
  4. quem será o contato fora da região;
  5. onde todos deverão se encontrar se nenhuma comunicação for possível.

Não espere o desastre para decidir isso.

Termos japoneses para reconhecer

Serviço de mensagens de voz para desastres — 災害用伝言ダイヤル — saigai-yō dengon daiyaru

Quadro de mensagens para desastres — 災害用伝言板 — saigai-yō dengonban

Telefone público para uso durante desastres — 災害時用公衆電話 — saigaiji-yō kōshū denwa

Telefone público — 公衆電話 — kōshū denwa

Sistema municipal de comunicação de emergência — 防災行政無線 — bōsai gyōsei musen

Mensagem de alerta de emergência — 緊急速報メール — kinkyū sokuhō mēru

Abrigo — 避難所 — hinanjo

Confirmação de segurança de uma pessoa — 安否確認 — anpi kakunin

Links oficiais

Prevenção de desastres da Prefeitura de Hamamatsu

Canais de informação sobre desastres de Hamamatsu

Como usar telefone durante um desastre, Prefeitura de Hamamatsu

Serviço 171 da NTT West

web171

Foto: Canva

Composta por uma equipe trilíngue (português, japonês e inglês) com sólida trajetória nos setores privado e governamental do Japão, nossa Redação une domínio tecnológico à paixão genuína pela cultura nipônica, transitando do universo dos mangás às tradições milenares. Mais do que vivência, prezamos pela credibilidade: fugimos do "achismo" e fundamentamos todo o nosso conteúdo em fontes concretas e verificadas, garantindo informação precisa e segura para os nossos leitores.

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