Novo carro elétrico da Ferrari gera forte contestação de ex-chefe

Itália – A tradicional fabricante italiana de carros de luxo Ferrari lançou seu primeiro modelo totalmente elétrico. O Luce entra para competir com grupos rivais como Porsche e Lamborghini na oferta de automóveis potentes movidos a energia limpa. O ex-presidente da marca italiana, porém, não gostou nem um pouco do novo carro.
Em italiano, Luce significa luz. O automóvel pode alcançar 310 km/h e tem autonomia de 530 quilômetros, segundo comunicado da montadora italiana publicado pela France Presse.
O modelo elétrico acelera de 0 a 100 km/h em 2,5 segundos e tem uma enorme bateria de 122 kWh. O Luce pesa 2,26 toneladas, tornando-se o modelo mais pesado já produzido pela empresa.
O Luce também se destaca por ser o segundo modelo da Ferrari com quatro portas na história da empresa e o primeiro de cinco lugares de uma marca mais conhecida por seus carros de dois lugares.
O novo modelo chega em um período no qual outras fabricantes de carros de luxo deram um tempo em seus planos de carros elétricos, em razão de uma demanda menor do que o esperado.
A Ferrari divulgou no ano passado que esperava que os modelos elétricos representassem 20% da oferta da empresa em 2030, abaixo da meta anterior de 40%.
O preço do modelo é de 76,23 milhões de ienes, segundo noticiou o Nikkei Asia.
Modelo não agradou
O ex-presidente e ex-CEO da Ferrari, Luca Cordero di Montezemolo, não gostou do Luce e criticou duramente o lançamento, pedindo para a empresa retirar o escudo do Cavalinho Rampante, segundo a mídia especializada em automóveis.
Para Montezemolo, o novo modelo elétrico da Ferrari representa um risco de “destruição de um mito”.
Ele destacou que um carro elétrico de uma das marcas mais icônicas do automobilismo pode manchar a herança e o legado histórico da empresa italiana.
Montezemolo até ironizou o estilo do novo modelo, dizendo que “pelo menos os chineses não vão copiar”.
Foto: Reprodução/Ferrari






































