Mais de 30 mil pessoas morrem de Covid-19 por ano no Japão

Tóquio – Três anos depois de ter sido classificada no mesmo nível da influenza sazonal, a Covid-19 ainda causa mais de 30 mil mortes por ano no Japão. Os idosos são os mais expostos ao risco do coronavírus, que continua sofrendo mutações, de acordo com o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar.
Dados do governo mostram que 36 mil pessoas morreram em razão da Covid-19 em 2024, sendo que mais de 90% das vítimas tinham 65 anos ou mais. O número representa uma queda de 2 mil mortes em relação a 2023, quando foram registrados 38 mil óbitos, publicou o The Asahi Shimbun.
O uso generalizado de máscaras contra gripe e a higienização das mãos podem ter contribuído para a queda no número de infecções. Um grande surto de influenza no mesmo período também pode ter afetado a cepa do coronavírus, já que a predominância de um vírus pode ajudar a suprimir a circulação de outros.
No Japão, a cepa Ômicron, identificada pela primeira vez em novembro de 2021, segue dominante desde que se tornou comum no país em 2022. Em dezembro do ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a variante BA.3.2, da cepa Ômicron, como alvo de monitoramento.
Dados do Instituto Japonês de Segurança em Saúde (JIHS) indicam que o primeiro caso confirmado de BA.3.2 no país foi observado em janeiro deste ano. A cepa foi encontrada em 13 de 87 amostras coletadas de pacientes no país até março passado.
Atsuo Hamada, professor visitante do setor de doenças infecciosas da Travel Clinic do Hospital da Universidade Médica de Tóquio, disse que não há necessidade de ficar excessivamente ansioso. Ele considera que a situação deve ser monitorada, levando em conta que as condições atuais podem contribuir para uma disseminação rápida do vírus neste verão.
O diretor do Centro de Preparação e Resposta a Emergências do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas do JIHS, Tomoya Saito, pediu que as pessoas vulneráveis não baixem a guarda.
Idosos e pessoas com problemas de saúde preexistentes, como imunodeficiência, diabetes e doenças renais, têm maior probabilidade de desenvolver sintomas graves de Covid-19.
A Covid-19 passou à categoria 5, a mesma da influenza sazonal, na escala de gravidade de doenças infecciosas no dia 8 de maio, há três anos.
Foto: Reprodução







































