Zerar imposto sobre consumo pode gerar perda de 2 trilhões de ienes às províncias

Tóquio – A suspensão do imposto sobre consumo de alimentos e bebidas poderá resultar em uma queda de 2 trilhões de ienes na arrecadação dos governos das províncias. A informação foi dada na reunião do Conselho Nacional de Seguridade Social, grupo suprapartidário que debateu o assunto na semana passada com três entidades, como a Associação Nacional dos Governadores.
Outra preocupação levantada no encontro foi que poderá faltar recursos nas áreas de saúde, cuidados a idosos e apoio à criação de filhos, resultando em pedidos por fontes alternativas de financiamento, publicou a Kyodo.
O grupo suprapartidário é composto por representantes de oito partidos, tanto do governo quanto da oposição.
Diante dessas apreensões, o governo central ainda não apresentou uma perspectiva concreta de resposta suficiente. Mas após o encontro, Toshitsugu Kono, que chefia o comitê permanente de finanças e tributação local da Associação Nacional dos Governadores e governador de Miyazaki, pediu uma análise cuidadosa da situação, levando em conta que o imposto sobre consumo é uma fonte de receita extremamente importante.
Na reunião, Toru Ushikoshi, que preside o comitê financeiro da Associação Nacional dos Prefeitos e é prefeito da cidade de Omachi, em Nagano, disse que a redução de impostos é bem-vinda para a população, mas ponderou que, se deixar encargos para as gerações futuras, deve ser analisada com cautela.
Já Kenji Inoue, presidente do comitê financeiro da Associação Nacional de Cidades e Vilas e prefeito de Moroyama, em Saitama, afirmou que espera que a queda de receita dos governos locais seja devidamente compensada.
O presidente da Câmara de Comércio e Indústria do Japão, Ken Kobayashi, afirmou que o governo da primeira-ministra Sanae Takaichi precisa avaliar a proposta de zerar o imposto sobre consumo com extrema cautela, acrescentando que seria melhor considerar um crédito tributário com reembolso desde o início.
Kobayashi frisou que ao zerar o imposto poderão surgir preocupações com relação a uma piora das finanças públicas. E citou que após dois anos de suspensão do tributo, será uma tarefa considerável elevar a alíquota ao seu nível original.
Foto: Canva








































