Demanda global por ar-condicionado triplica até 2050, aponta ONU

Estados Unidos - As Nações Unidas alertaram nesta semana que a demanda global por ar-condicionados poderá mais que triplicar até 2050. O Programa para o Meio Ambiente do organismo internacional atribui o alerta ao aumento populacional e da renda em diversas regiões, além do avanço do calor extremo ao redor do planeta.
No relatório das Nações Unidas consta: “A capacidade de refrigeração instalada segue uma trajetória para triplicar até 2050. Ainda assim, bilhões continuarão sem proteção adequada contra o calor”, destacando a necessidade de equipamentos que não prejudiquem o meio ambiente, publicou a France Presse.
A estimativa aponta que o avanço mais acelerado na demanda por aparelhos de ar refrigerado ocorrerá na África e no Sul da Ásia.
A diretora do Programa da ONU, Inger Andersen, afirma: “À medida que ondas de calor mortais se tornam mais regulares e extremas, o acesso à refrigeração deve ser tratado como infraestrutura essencial ao lado de água, energia e saneamento.”
Ela acrescenta que “soluções passivas, energeticamente eficientes e baseadas na natureza podem ajudar a atender nossas crescentes necessidades de resfriamento e manter pessoas, cadeias alimentares e economias seguras do calor enquanto perseguimos metas climáticas globais”.
E como fica o Japão?
Uma publicação do Imarc Group indica que o mercado japonês de ar-condicionado alcançou US$ 16,72 bilhões em 2024, com previsão de chegar a US$ 35,11 bilhões até 2033 e taxa de crescimento de 7,70 por cento nos próximos oito anos.
Segundo o relatório, o país está adotando soluções baseadas em Inteligência Artificial para sistemas de refrigeração, permitindo que os aparelhos aprendam o comportamento dos usuários e reduzam o consumo de energia.
Os fabricantes de equipamentos avançados utilizam IA para manutenção preditiva e diagnósticos em tempo real, diminuindo paralisações. Com os verões cada vez mais quentes, os embarques de aparelhos aumentaram 18% em julho de 2024 na comparação anual, alcançando 1,3 milhão de unidades. O crescimento é atribuído ao clima extremo e às ondas de calor prolongadas, tornando o ar-condicionado um item indispensável em residências e empresas.
O Ministério da Economia, Comércio e Indústria regulamentou em 2022 que os aparelhos residenciais devem alcançar até 34,7% de ganho em eficiência entre os anos fiscais de 2027 e 2029. A exigência levou as fabricantes a desenvolverem tecnologias de baixo consumo e menor impacto ambiental.
Em abril deste ano, a Panasonic apresentou o primeiro ar-condicionado comercial do Japão capaz de reduzir perdas de energia sem afetar o meio ambiente. A Daikin Industries, por sua vez, ampliou sua atuação e passou a atender também à demanda da Índia, terceiro maior mercado de ar-condicionado do mundo.
Foto: Banco de Imagens







































