Inflação reduz otimismo das grandes empresas com economia do Japão

Tóquio – Metade das principais companhias japonesas espera que a economia do país cresça nos próximos 12 meses, segundo pesquisa da agência Kyodo News. O resultado ficou abaixo dos 70% registrados há seis meses, refletindo o aumento das preocupações com a inflação, que corrói os salários e eleva os custos das empresas.
A pesquisa foi realizada com 111 empresas em julho. Entre elas, 51% esperam que a economia cresça gradualmente nos próximos 12 meses, enquanto 38% preveem estabilidade e apenas 5% projetam uma contração moderada.
Na mesma pesquisa realizada em janeiro, 70% das empresas esperavam um crescimento gradual, 25% previam estabilidade econômica e 1% projetava uma contração moderada.
Entre as empresas que apostam em uma contração moderada ou na estabilidade da economia, 54% citaram a alta dos preços como motivo. Outras 50% mencionaram a fragilidade dos gastos dos consumidores e 48% apontaram a disparada dos custos de energia.
Já entre as companhias que preveem uma expansão econômica gradual, 81% apostam na recuperação dos investimentos de capital, 77% esperam uma retomada dos gastos dos consumidores e 68% acreditam que os aumentos salariais contribuirão para o crescimento. Nenhuma empresa prevê uma expansão mais forte.
O governo divulgou que os gastos das famílias caíram em junho em relação ao mesmo período do ano anterior, marcando o sétimo mês consecutivo de queda. Nas negociações salariais de primavera deste ano, os reajustes ficaram em torno de 5% em média, mantendo esse patamar elevado pelo terceiro ano consecutivo.
A pesquisa envolveu empresas como Toyota Motor Corp., Panasonic Holdings Corp. e Mitsubishi UFJ Financial Group Inc. Entre as participantes, 58% esperam crescimento de seus lucros.
Por outro lado, quase metade das empresas afirmou que o conflito no Oriente Médio teve impacto negativo em seus negócios, provocando o aumento dos custos de matérias-primas, energia e transporte.
Parte dessas companhias pretende elevar os preços ao longo do próximo ano, embora poucas tenham indicado que adotarão essa medida.
Segundo a Kyodo, o levantamento não reflete o impacto do terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a província de Kumamoto em 28 de julho nem os efeitos de uma intervenção conjunta do Japão e dos Estados Unidos no mercado de câmbio.
Foto: Canva






































