Flávio recebe 71,59% dos votos válidos no Japão; abstenção chega a 58%

Gifu – O candidato Flávio Bolsonaro (PL) consolidou sua vitória no Japão com 24.601 votos, equivalentes a 71,59% dos votos válidos, superando Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que conquistou 5.222 votos (15,20%). Flávio chegou perto do percentual obtido por seu pai, Jair Bolsonaro, que recebeu 72,2% dos votos válidos no Japão no primeiro turno da eleição de 2022.
Além dos dois primeiros colocados, outros dois candidatos à Presidência receberam mais de 1.000 votos. Foi o caso do escritor Augusto Cury, com 1.555 (4,53%), e de Renan Santos, com 1.195 (3,48%).
Veja como os brasileiros votaram nas urnas do Japão:
Flávio Bolsonaro, 24.601 votos (71,59%)
Lula, 5.222 votos (15,20%)
Escritor Augusto Cury, 1.555 votos (4,53%)
Renan Santos, 1.195 votos (3,48%)
Ronaldo Caiado, 595 votos (1,73%)
Romeu Zema, 367 votos (1,07%)
Clariana Barão, 307 votos (0,89%)
Samara Martins, 164 votos (0,48%)
Edmilson Costa, 131 votos (0,38%)
Veterinário Wilson Grassi, 92 votos (0,27%)
Hertz Dias, 59 votos (0,17%)
Leonardo Avalanche, 40 votos (0,12%)
Rui Costa Pimenta, 35 votos (0,10%)
Abstenção passa de 58%
A ausência dos eleitores também chamou a atenção. Um levantamento feito a partir dos boletins de urna apontou o comparecimento de 36.627 brasileiros no Japão, enquanto mais de 58% dos eleitores aptos não compareceram às urnas.
Uma consolidação dos 119 boletins de urna publicada ainda durante a apuração registrou 1.441 votos em branco e 868 nulos. Esses dados, no entanto, foram divulgados antes da consolidação que totalizou 34.363 votos válidos no Japão.
Votação em Gifu

O cônsul do Brasil em Nagoya (Aichi), Luís Fernando Abbott Galvão, acompanhou de perto a votação nas seções, que neste ano foram transferidas para a cidade de Gifu, na província de mesmo nome. Ele explicou que a mudança foi necessária devido à organização dos Jogos Asiáticos na região. “Já no final da eleição de 2022 tentamos reservar um local em Nagoya, mas o pessoal dos Jogos já estava preparando os espaços que iria usar”, disse.
Com relação à votação, Galvão disse que o processo transcorreu de forma tranquila e que, nas primeiras horas do dia, não havia urnas apresentando falhas, como ocorreu no pleito de 2022. “Além disso, o espaço é grande e oferece o conforto que os eleitores merecem.” Ele estimou que o tempo entre um eleitor entrar na fila de sua seção e concluir a votação foi de cerca de 15 minutos.
Como manda a tradição, muitos eleitores preferiram votar logo pela manhã. A reportagem soube que o pessoal envolvido na organização do local de votação em Gifu havia chegado às 6h e, mesmo assim, já havia pessoas aguardando, embora soubessem que a votação começaria somente às 8h.
Um dos eleitores que marcou presença em Gifu foi Cláudio Iguma, de Hekinan (Aichi), que vive no Japão há 33 anos sem retornar ao Brasil. “Eu acredito que o Brasil ainda tem chance de melhorar. Por isso votei no candidato Renan Santos, cofundador do Movimento Brasil Livre (MBL) e que concorre pelo partido Missão. Para mim, ele tem boas propostas para fazer muito pelo Brasil”, comentou.
Como muitos conhecidos não pareciam interessados em votar, Iguma disse que os convenceu a comparecer, até porque ainda planeja um dia voltar a viver no Brasil. “O problema do nosso país hoje é a falta de segurança. Mas é um lugar maravilhoso e riquíssimo pelos minérios que tem em seu solo. Apesar disso, o brasileiro é tratado como inseto pelos canalhas no poder”, finalizou.
Já José Paulo Wakami, de Iwakura (Aichi), que está há 35 anos no Japão, disse que não conseguiu acompanhar todos os detalhes das campanhas dos candidatos pela televisão. “Eu sei dos dois principais”, contou.
Wakami relatou que parentes vieram do Brasil para passar um tempo no Japão e lhe falaram sobre o clima tenso nas ruas do país. “Os políticos aparecem na eleição, mas depois somem, deixando o Brasil no caos”, disse.
Por causa de uma faixa vermelha na camiseta que vestia, Wakami foi confundido com um eleitor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Eu entrei na brincadeira e dizia: ‘Sou Lula 22’”, contou, referindo-se ao número do opositor de Lula, Flávio Bolsonaro.
Marina Suzuki dirigiu cerca de duas horas, vinda de Nishio (Aichi), para votar em Gifu. “Eu achava que a última eleição foi tumultuada. Mas desta vez está muito mais, pelas notícias que acompanho. Só espero que os brasileiros votem conscientes e elejam um presidente que lute pela soberania e pela democracia do Brasil”, afirmou.
Independentemente da escolha dos eleitores, o principal, segundo Marina, é que o novo presidente do Brasil concentre sua atenção na proteção da soberania e na preservação da democracia.
Foto: Portal Japão







































