Ficou preso no elevador? Especialista explica o que nunca fazer

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Tóquio – Você sabe como agir se ficar preso em um elevador que parou antes de chegar ao andar selecionado? Embora este equipamento seja frequentemente verificado, acidentes ou falhas podem ocorrer. É fundamental saber como proceder quando surge um problema no aparelho.

O assunto veio à tona quando 20 pessoas ficaram presas em um elevador na Tokyo Skytree, em Tóquio, no sábado (22). Elas só foram resgatadas cerca de cinco horas e meia depois, publicou o The Sankei.

Mas como as pessoas devem agir caso o elevador pare de funcionar? Segundo o instrutor Hiroshi Takahashi, a primeira orientação é manter a calma, entrar em contato com o serviço de emergência e aguardar o resgate. Nos elevadores, existe um dispositivo de comunicação para contatar a empresa responsável, que poderá providenciar ajuda. Caso não haja resposta da empresa, a orientação é acionar os bombeiros ou a polícia.

Segundo Takahashi, é preciso evitar gritar, pois, se houver mais pessoas no elevador, isso aumentará a ansiedade dos demais. Outro ponto não recomendado é tentar abrir a porta, já que, em geral, o poço do elevador é um local perigoso.

Caso o confinamento se torne prolongado e a pessoa sinta necessidade de urinar, o instrutor Takahashi sugeriu improvisar uma barreira visual com roupas, usar um saco plástico impermeável com papel ou tecido dentro para absorção e armazená-lo até a chegada do socorro. Essa decisão deve considerar o estado de saúde, o constrangimento e a cooperação das demais pessoas presentes.

É comum que os elevadores deixem de funcionar durante terremotos de grande magnitude. Segundo o Ministério da Terra, Infraestrutura, Transporte e Turismo (MLIT), no tremor que atingiu a província de Osaka em 2018, com intensidade máxima de 6 na escala japonesa, cerca de 63 mil elevadores pararam em uma extensa área da região de Kinki. Em 346 dos casos, havia pessoas presas. O tempo médio até o resgate foi de aproximadamente três horas.

A estimativa feita em 2022 pelo Conselho de Prevenção de Desastres de Tóquio é de que, se ocorrer um abalo sísmico de magnitude 7,3 no centro da capital japonesa, haverá cerca de 22 mil casos de pessoas presas em elevadores. O Ministério também promove, por meio das administrações locais, a instalação de gabinetes de prevenção de desastres dentro dos elevadores, equipados com sanitários portáteis e água potável de emergência para situações de confinamento.

Siga o roteiro para se salvar:

Mantenha a calma e avalie a situação: Respire de forma lenta e profunda. A maioria dos elevadores no Japão possui sistemas automáticos de segurança que impedem quedas livres. Na maior parte dos casos, a paralisação ocorre por falha técnica ou interrupção temporária de energia, e a equipe de manutenção é acionada rapidamente.

Não tente abrir a porta: Não force as portas nem tente sair sozinho, mesmo que pareça estar próximo ao andar. O elevador pode voltar a funcionar de forma repentina, causando risco grave de queda ou esmagamento. No Japão, há orientação clara para jamais tentar sair por conta própria.

Use o botão de emergência:  Todos os elevadores devem ter um botão de alarme ou interfone, geralmente identificado em vermelho ou com símbolo de campainha. Pressione o botão e aguarde resposta. Você será conectado ao centro de monitoramento da empresa de manutenção ou à administração do prédio.

Utilize o telefone interno do elevador: Muitos elevadores possuem um telefone direto. Ao retirar o fone, a ligação é feita automaticamente para a central. Informe:
-Que o elevador está parado
-O número do elevador, se estiver indicado no painel
-Quantas pessoas estão dentro
-Se alguém precisa de atendimento médico Fale de forma clara.
No Japão, normalmente o atendimento é em japonês. Em prédios comerciais grandes pode haver suporte básico em inglês.

Se estiver sozinho: Permaneça próximo ao painel de controle. Economize a bateria do celular, mas mantenha-o disponível. Se não conseguir contato pelo interfone, ligue para o número de emergência do Japão: 119 para bombeiros e ambulância ou 110 para polícia Explique que está preso em um elevador, informe o endereço do prédio e o máximo de detalhes possível.

Se houver mais pessoas: Converse com os demais para manter todos tranquilos. Evite discussões ou tentativas de forçar a saída. Verifique se alguém tem problema de saúde, como dificuldade respiratória, pressão baixa ou ansiedade severa. Organize o espaço para que todos possam ficar confortáveis, preferencialmente sentados no chão, se o tempo de espera se prolongar.

Em caso de pânico ou mal-estar: Peça que a pessoa sente e respire lentamente. Afrouxe roupas apertadas. Informe imediatamente pelo interfone que há alguém passando mal.

Vontade de urinar: Em situações prolongadas, tente manter a calma e controlar a respiração, pois a ansiedade aumenta a vontade. Evite ingerir líquidos desnecessariamente se a espera estiver longa. Se a situação se tornar extrema e não houver previsão de resgate imediato, use recipiente disponível, como garrafa vazia, preservando ao máximo a higiene. Em prédios japoneses, o resgate costuma ocorrer rapidamente, especialmente em áreas urbanas.

Ventilação e segurança: Elevadores possuem ventilação e não ficam sem oxigênio facilmente. Não há risco imediato de falta de ar. Evite pular ou balançar a cabine, pois isso pode acionar sistemas de segurança adicionais.

Aguarde o resgate: No Japão, empresas de manutenção monitoram elevadores 24 horas por dia. Técnicos ou bombeiros serão enviados ao local. Siga apenas as instruções da equipe do lado de fora quando chegarem.

Foto: Canva

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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