3I/Atlas continua surpreendendo os astrônomos a cada nova descoberta

2025/09/01 06:59
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Estados Unidos – O objeto astronômico 3I/Atlas continua deixando os cientistas de cabelos em pé. A cada análise, o mistério sobre a sua origem só aumenta. Agora foi detectada a presença de níquel, que desafia o que a astronomia considera normal para um cometa.

Os novos dados chegaram após observações feitas pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST), da Nasa.

O 3I/Atlas tem esse nome porque é o terceiro corpo celeste interestelar a entrar no sistema solar; o “I” vem justamente de interestelar; e Atlas é o nome do sistema de telescópios que o descobriu.

Segundo os cientistas, quando um cometa se aproxima do Sol, seu núcleo gelado aquece e libera gases. Essa desgaseificação é responsável pela formação da cauda e do halo de poeira e gás, chamado de coma, o que é comum em cometas.

Os astrônomos disseram que o 3I/Atlas agora desenvolve uma cauda, o que indicaria ser um cometa. Mas outros canais de astronomia, como o Galeria do Meteorito, têm questionado o fato, dizendo que a formação da pequena cauda é composta por poeira, e não por gelo, o que seria comum em um cometa.

O que foi detectado no 3I/Atlas pelo James Webb foram dióxido de carbono (CO₂), monóxido de carbono, vapor d’água, gelo e até um gás raro chamado sulfeto de carbonila. O que chamou a atenção foi a proporção maior de CO₂, algo raro em cometas.

Agora, o Very Large Telescope (VLT), do Observatório Europeu do Sul (ESO), no Chile, detectou a presença de níquel neutro, sem sinais de ferro — uma configuração ainda mais inesperada e sem explicação.

Isso porque esses dois metais, níquel e ferro, geralmente aparecem juntos em cometas. A descoberta sugere um processo químico jamais visto antes em corpos celestes.

De acordo com os dados do VLT, o objeto celeste libera cerca de 5 gramas de níquel e 20 gramas de cianeto por segundo. Esses índices tendem a crescer à medida que ele se aproxima do Sol, tornando-o ainda mais ativo.

Os astrônomos do VLT-ESO acreditam que as características observadas até agora no 3I/Atlas são fruto de sua longa jornada pelo espaço, diferente de tudo o que já apareceu no sistema solar.

Já Avi Loeb, da Universidade de Harvard, apresenta hipóteses mais ousadas, como a de se tratar de uma tecnologia alienígena.

Loeb escreveu em seu blog sobre o 3I/Atlas que "a formação química ocorre através do canal de carbonila de níquel, um processo extremamente raro em cometas, mas uma técnica padrão no refino industrial de níquel”, querendo dizer que o objeto pode ser artificial.

O 3I/Atlas continuará visível até setembro e, após “desaparecer por um tempo ao se aproximar do Sol, reaparecerá no fim de novembro ou início de dezembro”.

Foto: Reprodução/James Webb

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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