Berço da Cegonha em hospital do Japão acolhe 200 bebês em 19 anos

Kumamoto – O Hospital Jikei, de Kumamoto, já acolheu 200 crianças em 19 anos desde que abriu um espaço para mães que não conseguem criar os seus bebês recém-nascidos. O serviço chamado Berço da Cegonha (kounotori no yurikago), acolhe as crianças de forma anônima desde 2007.
Recentemente, o hospital divulgou uma estatística do que o serviço realizou até agora. Entre as 200 crianças deixadas no local, os recém-nascidos com menos de 1 mês de vida representaram 80% do total, num total de 167. E também não foram detectados sinais de que as crianças tenham sofrido algum tipo de abuso físico, publicou a RKK Kumamoto Broadcasting.
No período de 2007 a 2025, foram deixadas 103 meninas e 97 meninos no serviço de acolhimento do hospital. A maior parte, ou 150, chegou em boas condições de saúde, enquanto 50 necessitaram de atendimento médico.
Em 30% dos 200 casos, o local de residência dos pais ou responsáveis é desconhecido. O hospital de Kumamoto fez o registro familiar de 68 crianças.
Entre aquelas cuja localização dos pais foi possível, a maior parte era de Kyushu, fora de Kumamoto, que são a maioria. Mas havia também pais de Kanto, Chubu e Kinki. E poucos casos de Tohoku, Hokkaido e até do exterior.
Até agora, apenas 17 crianças, ou menos de 10% do total, foram levadas de volta pelos pais ou responsáveis.
Em mais da metade dos casos o parto ocorreu na residência das mães, com 104 casos. Os demais foram em instituições médicas ou até em veículos.
A idade das mães também é bastante variada: 21 (adolescentes), 76 (na faixa dos 20 anos), 42 (com cerca de 30 anos) e 11 (40 anos). Não se sabe a idade de outras 50.
A maior parte das pessoas que deixaram as crianças no hospital foram mães, ou 149, seguidas por 37 pais, 19 avós, 33 incluindo outras pessoas e 35 cuja ligação ou parentesco com as crianças é desconhecida.
A dificuldade financeira para criar os filhos foi o motivo mais frequente apontado pelas mães, pais ou responsáveis, com 67 casos. Mas foram citados outras razões, como gravidez fora do casamento (46), reputação social ou registro familiar (40), relação extraconjugal (20) e oposição da família (19).
O diretor do Hospital Jikei, Takeshi Hasuda, em vez de críticas, pede compreensão e apoio para com as pessoas que deixam seus filhos no Berço da Cegonha.
Foto: Reprodução







































