Escola de Kyoto confirma furto cometido por alunos em Bali e leitores expressam revolta

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Kyoto – A direção da escola secundária Otani confirmou que alunos cometeram furto durante uma viagem de intercâmbio para Bali, na Indonésia. A instituição, administrada pela Fundação Educacional Shinshu Otani, informou que o caso ocorreu no dia 4 deste mês em uma loja e pediu desculpas pelo ocorrido, segundo o Yahoo, o Sankei e outras mídias.

Um vídeo divulgado na internet mostra quatro jovens em uma loja de roupas, descrita como sendo na ilha de Bali, colocando peças expostas dentro de bolsas.

O diretor Fumio Inui divulgou um comunicado pedindo desculpas e afirmou que os alunos causaram grande inconveniente e preocupação. Ele destacou que a escola encara o caso como extremamente grave, já que a atitude pode afetar não apenas as pessoas diretamente prejudicadas, mas também a imagem dos japoneses no exterior.

A escola informou que, ao concluir a verificação dos fatos, divulgará novas orientações sobre o andamento do caso e as medidas que serão adotadas.

Japoneses expressam revolta

Um resumo feito por IA dos comentários publicados no Yahoo indica que muitos leitores consideram que a atitude dos alunos prejudica a credibilidade do Japão. Alguns questionam o propósito de uma excursão escolar, que deveria ser uma oportunidade de aprendizado e de respeito às leis locais.

Entre as reações, um leitor comentou que, embora a divulgação do comunicado seja importante, "crime continua sendo crime". Outro escreveu que o episódio "não pode ser tratado como um simples furto e que o ato prejudica os interesses nacionais".

Houve quem defendesse expulsão, afirmando que os envolvidos envergonham a escola e causam transtornos à comunidade local. Para esse leitor, estudantes do ensino médio "deveriam compreender que furtar é errado e que a falta de orientação pode levar à repetição de delitos".

Outro comentário criticou o fato de alunos viajarem ao exterior em uma época de altos custos, recebendo recursos para representar a escola e o país, somente para gerar constrangimento internacional.

Também houve leitores que destacaram que, "por causa do comportamento de alguns, toda a escola, outros estudantes e até o Japão passam a ser vistos de forma negativa". Para eles, os envolvidos devem se desculpar, ser punidos localmente e entender a dimensão do dano causado.

De forma contundente, outro leitor escreveu que o caso "é uma vergonha para o Japão e que os alunos devem ser responsabilizados, pedir desculpas pessoalmente e pagar indenização, entendendo que suas ações prejudicaram a confiança no país e em seu povo".

Foto: Reprodução

Antonio Carlos Bordin é jornalista há 40 anos. Iniciou na profissão em jornais diários no interior de São Paulo. Mora no Japão há mais de 20 anos, tempo em que trabalhou como editor de revistas e de sites da comunidade. Gosta de filmes de ação, de ficção científica e acredita em Astrologia. Tem bom humor e fé em Deus.

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