Doença da arranhadura do gato atinge 10 mil pessoas por ano, diz professor

Yamaguchi – Pesquisadores alertam para a doença da arranhadura do gato, que atinge 10.000 pessoas por ano. A moléstia é transmitida para humanos pela mordida, arranhão ou contato com a saliva de um gato infectado pela bactéria Bartonella henselae.
O professor Hidehiro Tsuneoka, da Faculdade de Medicina da Universidade de Yamaguchi, na cidade de Ube, realizou com colegas uma palestra na Biblioteca Municipal no fim de janeiro, para conscientizar as pessoas sobre este mal.
Tsuneoka afirmou: "Espero que as pessoas possam viver felizes com seus gatos, compreendendo corretamente a doença e tomando as devidas precauções."
O professor explicou que a bactéria entra no organismo das pessoas pelas feridas provocadas por arranhões de gatos. Daí o pedido do pesquisador para que evitem tocar em gatos de rua desnecessariamente, além de não deixarem seus gatos de estimação sair de casa e cortar as unhas dos bichanos regularmente.
Nem todos os gatos são portadores da bactéria, mas é recomendado levá-los em consultas periódicas ao veterinário para que sejam examinados e, se for o caso, passem pela desparasitação.
Atenção aos sintomas
Quem for arranhado e notar indicativos da doença, como bolhas vermelhas ao redor do ferimento, inflamação dos gânglios linfáticos, perda de apetite e de peso, deve procurar atendimento médico para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento, que pode incluir analgésicos, anti-inflamatórios e também antibióticos, segundo o Tua Saúde.
Além dos sintomas citados, pode ocorrer febre alta de 38°C a 40°C, além de dor e rigidez no local lesionado. Outros sintomas são problemas de visão, como vista embaçada e ardência nos olhos e irritabilidade.
Quando a infecção se agrava, pode ocorrer alteração no fígado e no baço, além das neurológicas, como encefalopatia, mielite, radiculite ou neurorretinite. Os sintomas surgem entre 3 e 12 dias após o arranhão do gato infectado.
Além da análise dos sintomas apresentados pelo paciente, o diagnóstico também inclui realização de exame de sangue para detectar a presença da bactéria Bartonella henselae.
O professor Tsuneoka, da Universidade de Yamaguchi, disse que ele e seus colegas estão trabalhando para desenvolver um kit de teste que será capaz de dar o diagnóstico imediatamente. Tanto é que a universidade está angariando fundos para o desenvolvimento do material por meio de financiamento coletivo.
O link para quem desejar doar dinheiro para a campanha é este aqui.
Mais informações podem ser obtidas na Faculdade de Medicina da universidade pelo telefone 0836-85-3253.
Foto: Canva







































