Solstício de verão marca o dia mais longo do ano neste domingo

Tóquio – Neste domingo (21), ocorre o solstício de verão no Hemisfério Norte, marcando o dia mais longo do ano ao norte do Equador. No Hemisfério Sul, ocorre o contrário: é o dia mais curto do ano. Em Tóquio, o fenômeno ocorre às 17h24, segundo o Time and Date.
O solstício de junho acontece no momento em que o Sol fica diretamente acima do Trópico de Câncer, no Hemisfério Norte. A partir daí, o ponto subsolar, que é o local da Terra que fica exatamente abaixo do Sol, começa sua trajetória aparente em direção ao sul.
A explicação dos astrônomos é que, nesse período, o Hemisfério Norte fica inclinado em direção ao Sol. Por isso, recebe mais luz solar ao longo do dia. Esse efeito é menor perto do Equador e nas áreas tropicais, onde a duração do dia fica apenas um pouco acima de 12 horas. Conforme a latitude aumenta, a diferença se torna mais evidente. Nas zonas temperadas, o dia é mais longo, e no Círculo Polar Ártico ocorre o chamado Sol da meia-noite, quando o Sol não se põe durante a noite.
De acordo com o Time and Date, o nome solstício vem das palavras em latim sol e sistere, que significam sol e ficar parado. O termo surgiu a partir da observação do caminho aparente do Sol no céu. Ao longo do ano, esse caminho muda lentamente de posição, deslocando-se para o norte ou para o sul. Nos solstícios, essa mudança parece parar por alguns dias antes de inverter a direção.
Esse movimento está relacionado ao ponto subsolar. No solstício de dezembro, ele atinge sua posição mais ao sul, sobre o Trópico de Capricórnio, e depois começa a se mover para o norte, até cruzar o Equador no equinócio de março. No solstício de junho, ele atinge sua posição mais ao norte, sobre o Trópico de Câncer, e depois reinicia sua trajetória em direção ao sul.
Na verdade, o solstício pode ocorrer entre 20 e 22 de junho, dependendo do ano e do fuso horário. Os solstícios em 22 de junho são raros. O último ocorreu em 1975, no horário UTC, e não haverá outro até 2203.
A data varia porque o calendário gregoriano tem anos comuns de 365 dias, enquanto o ano tropical, usado para marcar o ciclo das estações, dura 365,2422 dias. Isso significa que o momento dos equinócios e solstícios se desloca lentamente no calendário, ocorrendo cerca de seis horas mais tarde a cada ano.
Para corrigir essa diferença, foi introduzido o ano bissexto, com um dia extra quase a cada quatro anos. Quando isso acontece, as datas dos equinócios e solstícios voltam novamente para mais perto da posição anterior no calendário.
Outros fatores também influenciam o momento exato dos equinócios e solstícios, como pequenas variações na órbita da Terra, no eixo terrestre e na rotação diária do planeta. Essas mudanças são naturais e fazem com que o horário exato do fenômeno varie de um ano para outro.
Foto: Canva








































