Cogumelos venenosos proliferam em parques de Osaka após fortes chuvas

Osaka - Um cogumelo venenoso da espécie Ooshirokarakasatake (オオシロカラカサタケ), conhecido como falso-parasol, está se proliferando em áreas da cidade de Osaka, como o Parque Utsubo e o Parque do Castelo de Osaka. Administradores dos parques estão removendo manualmente os fungos e alertando os moradores de que sua ingestão pode causar vômitos, diarreia, dor de cabeça e graves distúrbios gastrointestinais.
O professor Noriyuki Shirasaka, da Faculdade de Agricultura da Universidade Kindai, explicou que esses cogumelos aparecem com facilidade em locais com húmus ou matéria vegetal decomposta. Segundo ele, a presença da espécie em áreas urbanas vem aumentando gradualmente há cerca de dez anos. O especialista relacionou essa expansão às mudanças climáticas e afirmou que as chuvas mais abundantes deste ano provavelmente favoreceram o surgimento dos cogumelos, conforme reportagem da Kansai TV distribuída pela FNN Prime Online.
O governo da Província de Osaka mantém um alerta sobre os riscos de intoxicação pelo consumo de cogumelos silvestres. A página oficial cita o caso de uma pessoa que colheu um falso-parasol em um parque de Sakai em 20 de junho de 2024, preparou-o em casa e apresentou vômitos e dores abdominais cerca de duas horas após a ingestão. Também há registros de intoxicação pela mesma espécie nos anos de 2008, 2016 e 2019.
A recomendação do governo de Osaka é não colher, não comer, não vender nem oferecer a outras pessoas cogumelos que não possam ser identificados com absoluta segurança como comestíveis.
A Prefeitura de Osaka informa que o falso-parasol cresce entre o verão e o outono em gramados de parques, jardins, pátios escolares e outros ambientes urbanos. O chapéu do cogumelo pode atingir quase 20 centímetros de diâmetro.
Os sintomas associados à ingestão incluem:
- calafrios;
- dor de cabeça;
- vômitos;
- diarreia;
- distúrbios gastrointestinais intensos;
- eventualmente, presença de sangue nas fezes.
O cogumelo é classificado como venenoso e pode provocar sintomas graves, mas as fontes oficiais consultadas não o descrevem como uma das espécies mais letais do Japão.
Pesquisa com cogumelos venenosos
A equipe do professor Koichi Inoue, da Faculdade de Farmácia da Universidade Ritsumeikan, pesquisa cogumelos venenosos e suas possíveis aplicações farmacêuticas.
Os pesquisadores pulverizam amostras do cogumelo venenoso tsukiyotake e aplicam seus componentes em células cancerosas para verificar se as substâncias conseguem danificá-las ou destruí-las. Os estudos mencionados têm como alvos células de câncer de fígado, de câncer colorretal e de cânceres do sangue. Trata-se de uma pesquisa laboratorial em fase experimental, e não de um tratamento já disponível.
A Universidade Ritsumeikan também mantém uma base de dados sobre cogumelos venenosos, ligada ao Laboratório de Química Clínica e Analítica. É importante esclarecer, porém, que o falso-parasol encontrado nos parques de Osaka não é o cogumelo citado nos testes contra células cancerosas. A espécie mencionada na pesquisa é o tsukiyotake.
Foto: Reprodução/Japan Daily








































