Temporada de escaladas começa no monte mais baixo do Japão

Miyagi – O Japão é marcado por grandes montanhas, as quais muitos japoneses e estrangeiros se preparam fisicamente para escalar. Mas uma delas, ainda que seja a mais baixa de todas, tem merecido o respeito e o esforço dos visitantes. O Monte Hiyori (日和山) tem apenas 3 metros de altitude. E sua medida é levada tão a sério que, no primeiro domingo de julho, foi realizada nele uma cerimônia para dar início oficial à temporada de escaladas dos picos mais altos do país.
O ritual ocorreu em Sendai, na província de Miyagi, para declarar o Hiyoriyama oficialmente aberto aos escaladores durante o verão. Os visitantes que acompanharam o encontro deram apenas seis passos para alcançar o cume, como publicou o SoraNews24.
Para não ficar apenas no achismo, em 2014, a Autoridade de Informação Geoespacial do Japão, órgão do governo, mediu o Hiyoriyama e determinou que seu pico fica a uma altura de 3 metros. Com isso, ele assumiu o posto de monte mais baixo do Japão, título que pertencia ao Monte Tenpo, em Osaka, com 4,54 metros.
Para chegar ao cume, existe apenas uma trilha. Os visitantes andarão muito mais quando descerem na estação de trem mais próxima, que é a Rikuzen Takasago, da linha Senseki, para chegar ao monte. São 65 minutos até o início da trilha.
Talvez algumas pessoas questionem o uso do termo montanha, ou se caberia melhor a palavra colina. Mas o nome Hiyoriyama, ou Monte Hiyori, é usado há séculos pelos japoneses, sendo que “yama” significa montanha. E assim ficou.
Consta que o Hiyoriyama tinha o dobro de sua altura atual, mas perdeu pelo menos 3 metros após o terremoto e tsunami de Tohoku, em 2011. Assim, o monte passou a ser considerado o mais baixo do país.
O site de turismo da província de Miyagi informa que o Monte Hiyori é um local para orar pelas vítimas do desastre de 15 anos atrás. De seu topo, é possível ver a área de Yuriage, atingida naquela ocasião. Os santuários xintoístas Yuriage Minato e Tominushihime, que haviam sido levados pelo tsunami, foram reconstruídos.
Foto: Reprodução/Google Maps







































