Ataque cibernético a subsidiária da SoftBank paralisa sites públicos no Japão

Tóquio – Os sites do governo de Ibaraki e da Polícia da mesma província ficaram inacessíveis após um ataque cibernético na quarta-feira (7) à IDC Frontier, subsidiária da SoftBank que atua no setor de serviços de nuvem para empresas. Os autores da invasão bloquearam os sistemas e exigiram o pagamento de resgate.
No total, 495 empresas e órgãos públicos que utilizam os serviços de nuvem da IDC Frontier foram afetados, de acordo com a agência Kyodo e outros veículos de imprensa.
A empresa detectou o problema por meio de um alerta de monitoramento às 3h40 de quarta-feira. Como documentos necessários para notificações e outras solicitações não podiam ser baixados pelo site, o governo de Ibaraki passou a atender individualmente os moradores por telefone. O calendário de eventos no site do governo de Tochigi também ficou inacessível em razão do mesmo problema.
A prefeitura de Kodaira, em Tóquio, também teve seu site afetado, mas não informou se o problema tem ligação com o serviço IDCF Cloud. Comunicou apenas que a empresa responsável pelo site relatou que “ocorreu uma falha no data center onde estão instaladas as funções de gerenciamento do site”.
Na quarta-feira, também foram revelados outros casos de acessos não autorizados a sistemas de empresas. Um deles ocorreu na Sompo Japan Insurance e afetou uma empresa terceirizada. Em razão da invasão, vazaram dados de cerca de 60 mil clientes, incluindo nomes e números de telefone.
Outra empresa, a Asahi Kasei Therapeutics, subsidiária farmacêutica da Asahi Kasei, informou na terça-feira (6) que um site voltado a profissionais da área médica foi alvo de um ataque cibernético e que dados de 558.700 pessoas podem ter vazado.
A grande agência de viagens H.I.S. Co. também foi alvo de cibercriminosos. A empresa divulgou na quarta-feira que dados de passaportes de 627 clientes podem ter vazado após um acesso não autorizado a um servidor de uma subsidiária na Tailândia, ocorrido no fim do ano passado.
A H.I.S. explicou que não divulgou o fato imediatamente porque precisou de “muito tempo para analisar corretamente e conferir a quantidade de dados armazenados no servidor”. As informações envolvem nomes, sexo, datas de nascimento, números e datas de validade de passaportes de clientes que viajaram para a Tailândia em 2017, entre 2019 e 2020 e entre 2024 e 2025.
A gigante do setor de viagens assegurou que não foram comprometidos dados como números de telefone, endereços residenciais e de e-mail, ou informações sobre cartões de crédito.
Foto: Canva








































